Ponte reconstruída por moradores após enchente volta a ser destruída pela força da água no RS

A ponte temporária instalada no Vale do Caí, após as inundações ocorridas em 2024, foi novamente danificada pelas chuvas intensas

23 jul, 2026
O novo desabamento interrompe novamente a ligação entre comunidades da região.(Reprodução/Site/Jornal abc+

A ponte provisória construída por moradores após as enchentes de 2024 foi novamente destruída pela força da água durante as fortes chuvas que atingiram o município de Feliz, no Vale do Caí, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (23). A estrutura havia sido erguida pela comunidade para restabelecer a ligação entre localidades isoladas depois do desastre climático do ano passado, mas não resistiu ao aumento do nível do rio e à intensidade da correnteza. O novo episódio reforça os impactos das chuvas na região e evidencia a necessidade de uma obra definitiva para garantir a segurança e a mobilidade dos moradores.

Ponte improvisada por locais após alagamento é levada novamente pela correnteza no RS

As chuvas intensas que assolam o Rio Grande do Sul resultaram na destruição da ponte feita pelos moradores após as cheias de 2024, em Feliz, no Vale do Caí. A passagem, montada de forma temporária para religar comunidades isoladas, não suportou a elevação do nível do rio e foi carregada pela força da água. O ocorrido, registrado nesta quarta-feira (23), renovou a apreensão da população quanto a uma solução permanente para a travessia. Além de afetar a mobilidade, o novo incidente prejudica o trânsito de residentes, trabalhadores e produtores rurais da área.


Ponte reconstruída por moradores após enchente volta a ser destruída pela força da água no RS

Destroços da ponte no Vale do Caí, no Rio Grande do Sul, após nova enchente (Reprodução/Instagram/@terraagora)


Estrutura temporária foi edificada pela própria comunidade

A ponte original foi danificada durante as inundações históricas que assolaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. Diante da demora para a construção de uma nova travessia permanente, a população local se organizou para erguer uma estrutura provisória, utilizando recursos próprios e colaboração da comunidade. A iniciativa permitiu o retorno parcial do tráfego e mitigou os transtornos vivenciados pelas famílias que dependem diariamente da ligação entre as localidades.

Apesar de ter atendido às necessidades da população por alguns meses, a estrutura não foi concebida para resistir a um novo evento climático de alta intensidade. Com o aumento do volume hídrico causado pelas precipitações desta semana, a correnteza se intensificou e acabou por destruir novamente a ponte. Vídeos feitos por moradores flagraram o momento em que a água avança sobre a estrutura e a arrasta rio abaixo.

Comunidade clama novamente por solução definitiva

A nova destruição reaqueceu a discussão sobre a urgência de investimentos em infraestrutura nas cidades afetadas pelas cheias no Rio Grande do Sul. Residentes destacam que a ponte era fundamental para o deslocamento de estudantes, trabalhadores, agricultores e veículos de serviços, servindo como a principal conexão entre os povoados da região. Sem a passagem, muitos terão de encarar percursos mais extensos até que uma alternativa seja oferecida.

As autoridades estão monitorando a situação e analisando os estragos provocados pelas chuvas no município. Enquanto isso, a população aguarda o início de uma obra definitiva que possa suportar eventos climáticos extremos e evitar novos transtornos. O caso também evidencia as dificuldades enfrentadas por diversas cidades gaúchas que ainda lidam com as sequelas das inundações de 2024, mesmo após mais de um ano do desastre.


 

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O Desabamento da Ponte em Vale do Caí no (RS)/(Reprodução/Instagram/@portalg1)


A queda da ponte demonstra que diversas comunidades gaúchas ainda lidam com as consequências das inundações de 2024. Com os residentes à espera de uma resolução permanente para religar as áreas, este novo incidente sublinha a urgência de aportes em infraestrutura que possa suportar desastres climáticos severos e assegurar maior proteção aos cidadãos.

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