Atrizes desafiam regras e desfilam de calça no tapete vermelho de Cannes
Neste ano, o Festival de Cannes 2025 trouxe não apenas cinema de excelência, mas também um debate silencioso — porém potente — sobre liberdade de expressão por meio da moda. Após novas regras de dress code limitarem o uso de transparências, volumes e até sugerirem que vestidos fossem obrigatórios para mulheres nos eventos de gala, […]
Neste ano, o Festival de Cannes 2025 trouxe não apenas cinema de excelência, mas também um debate silencioso — porém potente — sobre liberdade de expressão por meio da moda. Após novas regras de dress code limitarem o uso de transparências, volumes e até sugerirem que vestidos fossem obrigatórios para mulheres nos eventos de gala, muitas atrizes reagiram com elegância e personalidade: apostaram nas calças como símbolo de resistência.
Juliette Binoche, presidente do júri, foi um dos grandes destaques ao cruzar o tapete vermelho em um conjunto de alfaiataria creme, com blazer de lapela grossa, calça ampla e gravata no mesmo tom.
Juliette Binoche no tapete vermelho de Cannes 2025 (Foto: reprodução/Daniele Venturelli/Getty Images Embed)
Andie MacDowell seguiu a mesma linha e apostou em um smoking clássico e impecável, provando que o estilo masculino pode, sim, ser profundamente feminino e sofisticado.
Andie MacDowell comparece ao tapete vermelho de “Missão Impossível – O Julgamento Final” (Foto: reprodução/JB Lacroix/Getty Images Embed)
Alfaiataria com alma feminina
A escolha pelas calças não foi apenas um gesto político — foi também uma aula de estilo. Muitas atrizes optaram por peças que mesclam cortes retos com tecidos leves e fluidos, como organza, musseline e chiffon. Essa combinação criou silhuetas poderosas e delicadas ao mesmo tempo. Tops drapeados e transparências estratégicas surgiram como alternativa criativa às regras, mantendo a sensualidade de forma elegante.
Halle Berry comparece ao tapete vermelho de “A Esquema Fenícia” (Foto: reprodução/Gisela Schober/Getty Images Embed)
Além disso, o uso do couro trouxe ainda mais ousadia às produções, provando que a alfaiataria pode ser tudo, menos careta. Com essa mistura de força e suavidade, as artistas resgataram a liberdade de criar sem limitações impostas.
Juliette Binoche no 78º Festival de Cinema de Cannes (Foto: reprodução/Tristan Fewings/Getty Images Embed)
Cannes 2025: beleza que também protesta
As calças, longe de serem uma escolha básica, viraram manifesto: em Cannes, mostraram que estilo também é um ato de liberdade. Em meio a códigos cada vez mais engessados, as mulheres mostraram que há diversas formas de estar elegante — e nenhuma delas precisa ser imposta por decreto.
Mais do que quebrar protocolos, elas criaram novos caminhos para se expressar. A moda, como o cinema, tem o poder de provocar, emocionar e transformar. E em Cannes, o desfile não ficou restrito às telas.
