Com 45 anos, Gisele Bündchen se mantém como ícone da moda
Conheça a trajetória de Gisele Bündchen e seus momentos fashion que a tornaram uma referência atemporal no mundo da moda
Gisele Bündchen conquistou o mundo com seu estilo inconfundível. Mesmo depois de quase meio século, ela segue relevante e inspiradora. Como? Ela combina tendências atuais com peças clássicas, criando looks que atravessam gerações. Gisele não é só uma modelo, é uma referência que vive a moda com autenticidade e atitude.
Sua versatilidade impressiona porque vai além do visual. Aos 45 anos, Gisele dita regras com elegância e consciência. Ela prova que estilo é sobre se reinventar e se conectar com o tempo. Agora, convidamos você a conhecer os looks atemporais que definem essa Übermodel e seu legado fashion.
A consagração da Bündchen
Em 1996, Gisele Bündchen ainda dava seus primeiros passos nas passarelas internacionais quando brilhou no desfile de Oscar de la Renta para a coleção Outono/Inverno. Esse momento foi decisivo para sua carreira, pois marcou sua entrada oficial na alta-costura nova-iorquina, uma das principais vitrines da moda mundial.

Um dos destaques foi um vestido estruturado com cintura marcada, que ressaltava a silhueta esguia de Gisele. Detalhes como decotes discretos traziam feminilidade sem excessos, equilibrando minimalismo e luxo.
A tendência do vestido preto estruturado, como o que Gisele Bündchen usou no desfile, segue muito presente e atual em 2025. Essa peça icônica continua simbolizando elegância e sofisticação, adaptando-se às novas propostas da moda contemporânea.
Vermelho Valentino
Em 1999, Gisele Bündchen encerrou o desfile da coleção Outono/Inverno de Valentino, em Paris, usando um vestido vermelho vibrante que se tornaria um marco na história recente da moda.
O vestido, de modelagem longa e fluida, tinha estrutura refinada e caimento impecável, com silhueta ajustada na cintura, alças finas e um decote levemente arqueado, que valorizava o colo com sensualidade sutil. O vermelho escolhido não era qualquer tom: era um “Valentino red” — cor patenteada pelo próprio estilista como assinatura da marca — que traduzia poder, paixão e feminilidade. A leveza do tecido contrastava com a intensidade da cor, criando um movimento etéreo à medida que Gisele caminhava pela passarela.
Gisele Bündchen desfila para a coleção Valentino Haute Couture Outono/Inverno 1999-2000 (Foto: reprodução/Victor Virgile/Getty Images Embed)
Até hoje, o look é lembrado como uma síntese perfeita entre modelo e vestido. Um encontro entre talento, estética e momento histórico que só a alta-costura é capaz de proporcionar e que, nas mãos de Gisele, se transforma em eternidade.
Anjo com atitude
No ano 2000, Gisele Bündchen subiu pela primeira vez na passarela do Victoria’s Secret Fashion Show e nada seria como antes. Até aquele momento, o evento já era famoso, mas ainda carregava um ar quase teatral, distante do sex appeal natural e do carisma moderno que incorporaria com perfeição. Sua entrada marcou uma virada estética e comercial para a marca, inaugurando a chamada “Era Gisele”, com apelo global, milhões em audiência e o status definitivo de supermodelo.
Gisele Bündchen usa biquíni dourado e penas douradas durante desfile da Victoria’s Secret (Foto: reprodução/Hulton Archive/ Getty Images Embed)
Vestindo lingeries luxuosas, acompanhadas por asas douradas e saltos altíssimos, Gisele trouxe uma presença inédita: dominava a passarela com olhar firme, sorriso leve e uma sensualidade descomplicada.
A imprensa da época creditou a ela a modernização da imagem da Victoria’s Secret. Sua participação em 2000 foi tão marcante que, nos anos seguintes, ela se tornaria uma das Angels mais bem pagas e desejadas da indústria.
Em 2005, já consagrada como rosto da marca, Gisele desfilaria com o icônico “Sexy Splendor Fantasy Bra”, avaliado em 12,5 milhões de dólares.
A garota de Ipanema vestiu a história
Em 2016, diante de bilhões de espectadores ao redor do mundo, Gisele Bündchen transformou o Maracanã em sua passarela definitiva. A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro foi o palco escolhido para um dos desfiles mais emblemáticos da história da moda brasileira e a Übermodel era a protagonista absoluta.
Gisele Bündchen desfila como Garota de Ipanema durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (Foto: reprodução/Jamie Squire/Getty Images Embed)
Vestindo um deslumbrante vestido assinado por Alexandre Herchcovitch, Gisele atravessou sozinha todo o campo do estádio, ao som de “Garota de Ipanema”, em versão instrumental tocada por Daniel Jobim, neto de Tom. A silhueta fluida, o brilho sutil e a fenda generosa da peça criaram uma imagem hipnotizante, que refletia o pôr do sol carioca e a exuberância natural da mulher brasileira.
Plumas e legado
Em maio de 2023, Gisele Bündchen fez sua aguardada reestreia no Met Gala durante o tema “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”.
Gisele Bündchen comparece ao Met Gala 2023 em comemoração a “Karl Lagerfeld: A Line Of Beauty” (Foto: reprodução/Theo Wargo/ Getty Images Embed)
O design apresentava listras verticais de lantejoulas e uma capa longa de plumas e camélias, que conferiu movimento dramático à sua presença. Gisele escolheu o look não apenas por sua estética, mas por carregar memórias profundas do relacionamento criativo com Lagerfeld.
Gisele Bündchen é mais que uma figura da moda, é uma verdadeira força da natureza que moldou uma era com sua beleza, carisma e autenticidade. Cada look contado aqui é um fragmento da sua essência, que continua viva e pulsante na indústria até hoje. A jornada dela nos mostra que estilo é mais que roupa, é atitude, história e alma. Mesmo com tudo que já conquistou, Gisele segue desafiando limites e nos deixando ansiosos pelo que ainda vem pela frente.
