Schiaparelli mistura arte e ilusão com vestido escultural e colar pulsante na alta-costura
Na abertura da semana de alta-costura de Paris, a Schiaparelli apresentou sua coleção de outono/inverno 2025-2026. Nesta segunda-feira (07), a coleção foi apresentada na capital da moda e chamou atenção. Sob direção criativa de Daniel Roseberry, a grife apostou em peças esculturais, efeitos de ilusão de ótica e referências ao surrealismo, como um vestido com […]
Na abertura da semana de alta-costura de Paris, a Schiaparelli apresentou sua coleção de outono/inverno 2025-2026. Nesta segunda-feira (07), a coleção foi apresentada na capital da moda e chamou atenção. Sob direção criativa de Daniel Roseberry, a grife apostou em peças esculturais, efeitos de ilusão de ótica e referências ao surrealismo, como um vestido com relevo de corpo humano e um colar com coração que simula batimentos.
Ousadia da Schiaparelli
O maior destaque do desfile ficou por conta um vestido vermelho de estrutura escultural, que atraiu olhares pela parte de trás da peça. Moldado com precisão, para simular o relevo do corpo humano, o vestido contava com contornos de seios, abdômen e costelas perfeitamente esculpidos. A fidelidade dos detalhes da peça com as curvas do corpo humano geram a ilusão de óptica de que a modelo está andando de costas na passarela.

A peça destaca a ousadia sempre presente nas obras de Daniel Roseberry, diretor criativo da maison. Reforçando o diálogo da grife com o surrealismo, o desfile comandado por Roseberry ajuda a reafirmar o DNA artístico, provocativo e inovador da marca. A coleção também reafirma o corpo como elemento central da narrativa visual da Schiaparelli, explorando seus contornos com precisão quase anatômica.
Clássico de Salvador Dalí
A composição do visual contou ainda com um elemento cerne na coleção: “Royal Heart”, o coração de Salvador Dalí. O mestre do surrealismo, como é conhecido, fez a joia em 1953 em ouro e com 46 rubis, 42 diamantes, esmeraldas e pérolas. O acessório simula batimentos cardíacos em tempo real, o que conversa diretamente com a proposta do vestido: simular o corpo humano. A peça chamou atenção não só pelo realismo, mas também pela fusão entre arte clássica e tecnologia contemporânea.
A coleção mantém o corpo como protagonista, explorando seus contornos com precisão quase anatômica. Cada look é um equilíbrio entre fantasia e técnica, consolidando a Schiaparelli como uma das grifes mais ousadas da alta-costura. Elementos como luxo, performance e inovação se encontram na joia que revisita o passado com uma pegada futurista e provocadora.
