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Com escassez de dólares, cresce o uso do Yuan na Argentina

A Argentina está sofrendo uma escassez em suas reservas internacionais de dólares nunca vista antes na história recente do país. As causas para o cenário negativo em sua economia se devem a uma série de fatores como os equívocos na política econômica e fiscal, problemas no setor produtivo, em especial a agricultura que sofre com uma forte seca em algumas regiões, uma inflação que o ultrapassa os 100 % ao ano e uma dívida impagável de mais de US$ 45 bilhões ao Fundo Monetário Internacional – FMI. Além disso, os juros no país estão em 91 %, mas com a alta inflação, a taxa real está negativa em 20 %.

Por outro lado, cresce o número de pessoas e empresas que buscam alternativas para realizarem as suas transações internacionais. O Yuan, da China, vem ganhando cada vez mais adesão no país dos Hermanos em razão de um acordo bilateral de swap cambial entre o gigante asiático e a Argentina, assinado em 2019. Os valores movimentados na moeda chinesa em junho bateram recorde, foram US$ 285 milhões nos dez primeiros dias do mês, que já totalizam o dobro de maio. O resultado foi impulsionado graças a uma linha cambial de US$ 18 bilhões, recentemente usada pelos argentinos para pagamentos.

Estima-se que o uso diário do Yuan cresceu de 5% em maio para 28%, atualmente. Mais de 500 empresas na Argentina já demonstram o interesse de adicionar a moeda chinesa nas suas operações. Já as reservas em dólar caíram 29,12 % desde o começo deste ano, de acordo com informações divulgadas em relatório diariamente pelo Banco Central da República Argentina – BCRA sobre as reservas internacionais do país ao seu mercado. A própria autoridade monetária local já estimulou as empresas a adotarem o Yuan.


Dólar e Yuan. Reprodução: Peng Song/GettyImages


Especialistas argentinos e de outros países chegam em consenso de que, enquanto a Argentina chora, os chineses estão vendendo os lenços. Configurada como uma medida de curto prazo pelo país da América do Sul, para a China, é uma oportunidade de se consolidar como uma potência frente ao ocidente na geopolítica internacional a longo prazo. E tudo isso, em um cenário em que a influência direta dos Estados Unidos, e indiretamente da Inglaterra, diminui.

Foto destaque: Moeda da Argentina. Reprodução/Aleksandr Demyanchuk/Sputnik

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