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Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, perde status de bilionária

A cofundadora do banco digital Nubank, Cristina Junqueira, perdeu o título de bilionária após as ações da fintech desvalorizarem mais de 40%, segundo avaliou um levantamento recente da Forbes.

Junqueira, de 39 anos, se tornou bilionária após as ações do banco subirem 15% em sua estreia na negociação da bolsa de valores NASDAQ, fazendo a empresa alcançar um valor de mercado de US$ 45 bilhões. Por ter uma participação 2,9%, a fortuna da brasileira havia chegado a US$ 1,3 bilhão.

Contudo, avaliando a queda recente de 40% da valorização das ações, o patrimônio acumulado de Junqueira caiu para US$ 900 milhões. Só em janeiro, as ações do Nubank recuaram 29%, ante queda de 9% do índice S&P no mesmo período. Um representante do Nubank não respondeu aos pedidos de comentários da Forbes norte-americana.


Edward Wible, David Vélez e Cristina Junqueira, fundadores do Nubank, participam de cerimônia de celebração pela negociação de BDRs do banco digital na B3, ao lado de Gilson Finkelsztain (à direita), presidente da B3. (Foto: Reprodução/Cauê Diniz).


Em dezembro, Junqueira disse à Forbes que ela e os demais cofundadores olham para o longo prazo. “Não vamos vender [nossas ações]. Nenhum dos investidores iniciais está vendendo, nenhum dos fundadores, ninguém do time de administração”, ela afirmou na época, e manteve-se fiel às suas palavras desde então.

Apesar da queda das ações, o CEO do Nubank, David Vélez, segue bilionário. A sua participação no banco digital é de 23%, equivalente a US$ 7 bilhões hoje, abaixo dos US$ 10,2 bilhões do mês passado. Edward Wible não tem uma participação significativa; ele deixou seu cargo como CTO em abril, mas permanece na empresa como um engenheiro de software.

Com sua capitalização de mercado de US$ 33 bilhões, o Nubank ainda é o maior banco digital do mundo. Ele é seguido pelo Chime, de São Francisco, que recebeu uma avaliação de US$ 25 bilhões em agosto, e deve ir a público com uma avaliação entre US$ 35 e US$ 45 bilhões.

No dia 14 de janeiro, após uma queda de mais de 6% nas suas ações, o Nubank deixou de ser o banco mais valioso da América Latina, passando o título para o Itaú Unibanco.

Empresas de tecnologia têm estado sob pressão nas últimas semanas, uma reação ao início do ciclo de aumento dos juros nos Estados Unidos. Segundo o Federal Reserve, banco central do país, haverá ao menos três reajustes de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros até o fim de 2022.

 

Foto de destaque: Reprodução/Gabriel Rinaldi

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