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Mundo Animal

Psicóloga ensina como encarar o luto de um pet

A frase “o melhor amigo do homem é o cachorro” se encaixa em muitas realidades pelo Brasil. E não é só um cão, afinal, ter um animal de estimação traz muitas alegrias. Porém, tão difícil quanto criar um pet é superar a perda quando o animal se vai. Para o tutor, a dor pode ser um processo muito complicado.

O pet normalmente se torna um membro da família. São anos de convivência envolvendo inúmeros momentos de felicidade e um amor incondicional. Assim como uma perda humana, o luto animal se passa por muitas fases: desde a negação até o estágio da raiva, quando o tutor se revolta por perder seu amiguinho e, em alguns casos, passa para o estágio de depressão. Por fim, vem a aceitação.


Um pet pode trazer muitas alegrias, mas o luto relacionado a eles é triste. (Foto: Reprodução/wayhomestudio/Freepik)


Em entrevista ao G1, a psicanalista Andrea Ladislau explica que passar por um processo de luto após uma perda animal é muito comum. Sofrer pela morte de seu pet envolve muito amor, carinho e afeto que demonstram a importância do animal para quem o perdeu.

“Sabemos que a literatura médica classifica o luto relacionando-o somente à morte de um humano, no entanto, um processo semelhante também ocorre quando perdemos algo muito próximo e querido. O sofrimento é real, pois a dor e o processo de luto por causa de um animal podem ser exatamente iguais aos sentimentos vividos quando uma pessoa querida morre”, explica Andrea.

A psicóloga ainda explica que, no momento da perda de um animal de estimação, as pessoas devem respeitar a dor do outro, tomando cuidado para não serem indelicadas e invasivas.

“É preciso respeitar a dor, não julgar a pessoa e, principalmente, não minimizar o sofrimento com frases do tipo: ‘Era só um cachorro, não tem motivo para tudo isso’. ‘Arruma outro gatinho, coloca no lugar e está tudo bem’. É preciso viver o luto”, aconselha Andrea.

Assim como uma perda humana, o processo de luto pode, geralmente, demorar de três meses a um ano, dependendo da pessoa. Contudo, a psicanalista explica que, se o problema perdurar por muito tempo, pode se tornar um luto patológico.

“Nestes casos, é possível que a depressão possa vir a fazer parte do dia a dia do indivíduo. É muito importante, portanto, identificar que a situação chegou nesse patamar, buscar ajuda profissional, como um tratamento psiquiátrico ou psicoterapêutico, pois a dor do luto pode se transformar em um transtorno mental”, explica.

 

Foto destaque: Luto animal: como lidar. Reprodução/rawpixel.com/Freepik

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