Justin Bieber surpreende a crítica com “SWAG” introspectivo
A nova fase de Justin Bieber começa com SWAG, seu primeiro álbum desde o rompimento com o empresário Scooter Braun. Lançado sob expectativas altas, o disco recebeu nota 7.3 da Pitchfork, que o classificou como “quente, pleno e um pouco deslocado”. A crítica vê no trabalho não apenas uma mudança estética, mas uma tentativa de […]
A nova fase de Justin Bieber começa com SWAG, seu primeiro álbum desde o rompimento com o empresário Scooter Braun. Lançado sob expectativas altas, o disco recebeu nota 7.3 da Pitchfork, que o classificou como “quente, pleno e um pouco deslocado”. A crítica vê no trabalho não apenas uma mudança estética, mas uma tentativa de afirmação artística longe das amarras comerciais que marcaram sua carreira nos últimos anos.
Um Bieber mais introspectivo e experimental
Com 50 minutos de duração, SWAG mergulha no R&B como ponto central, mas flerta com uma variedade de estilos que vão do gospel ao drum’n’bass. Essa mistura de influências se dá com ajuda de nomes como Dijon, Daniel Caesar e Carl Lang, que contribuem para a textura sonora densa e, por vezes, experimental do álbum.
Divulgação do novo albúm de Justin Bieber “SWAG” (Vídeo: Reprodução/Instagram/@lilbieber)
Entre os destaques apontados pela Pitchfork estão as faixas “Daisies”, “Devotion” e “Dadz Love”, que mostram um Bieber mais introspectivo e menos preocupado em criar hits fáceis. Essas músicas rompem com a lógica radiofônica e revelam um artista disposto a explorar camadas emocionais mais profundas, ainda que sem abandonar de vez a estética pop que o consagrou.
Referências culturais e tropeços na linguagem
Por outro lado, a crítica não deixou de notar os tropeços do cantor, especialmente no uso exagerado, e por vezes inapropriado, de referências culturais. Justin foi alvo de comentários negativos ao tentar incorporar gírias e expressões associadas à cultura negra de forma caricata, algo que se refletiu tanto nas letras quanto na divulgação do projeto.
Ainda assim, SWAG é visto como um marco na trajetória do cantor, mais por representar um momento de libertação do que exatamente de reinvenção. Sem a tutela de Braun, Bieber parece mais à vontade para testar, falhar e crescer. E esse movimento, mesmo que imperfeito, é o que dá ao disco sua maior força.
