Defesa de Justin Timberlake aciona justiça para bloquear vídeo de detenção
Defesa do artista alega que a divulgação das imagens de sua câmera corporal causaria danos graves e irreparáveis à sua reputação profissional e pessoal
O cantor Justin Timberlake protocolou uma petição oficial no Supremo Tribunal do Condado de Suffolk na última segunda-feira (02) para impedir que as imagens de sua prisão por dirigir sob efeito de álcool sejam tornadas públicas. O artista foi detido em junho de 2024 na região de Sag Harbor, em Nova York, após ser flagrado por policiais locais ignorando sinalizações de trânsito em seu veículo.
A ação judicial busca barrar solicitações feitas com base na Lei de Liberdade de Informação que permitiriam o acesso de veículos de imprensa ao conteúdo das câmeras corporais dos agentes. Segundo os documentos obtidos pela revista People, a equipe jurídica do astro argumenta que a exposição dos vídeos invadiria a privacidade da família e exporia detalhes sensíveis que não possuem relevância para o interesse público.
Argumentos da defesa
Os advogados Edward Burke Jr. e Michael J. Del Piano sustentam que a divulgação das filmagens causaria danos graves e irreparáveis à reputação pessoal e profissional de Timberlake. A petição destaca que o vídeo contém registros do interior do automóvel e informações de natureza médica e familiar que devem ser protegidas de qualquer tipo de ridicularização ou assédio por parte de terceiros.
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Vídeo da turnê “JTLIVE25” divulgado pelo cantor (Vídeo: reprodução/Instagram/@justintimberlake)
A equipe jurídica solicita que o tribunal emita uma liminar proibindo o compartilhamento das imagens no todo ou em parte para qualquer solicitante que não possua uma ordem judicial específica. Além disso, os defensores pedem o direito de revisar o material previamente para aplicar edições e cortes necessários caso a justiça decida que algum trecho deva ser liberado para o conhecimento geral.
Detalhes da ocorrência policial
O episódio original ocorreu em 18 de junho de 2024, quando Timberlake foi abordado após sair de um hotel e avançar uma placa de pare com seu BMW. De acordo com o relatório da polícia, o cantor apresentava olhos avermelhados e se recusou a realizar o teste do bafômetro por diversas vezes, alegando aos oficiais que teria consumido apenas uma dose de martini antes de assumir o volante.
Após um longo processo de negociação, o artista fechou um acordo judicial em setembro de 2024, declarando-se culpado por uma infração de trânsito menos grave do que a acusação inicial. Como parte da sentença, ele foi condenado ao pagamento de multas, à prestação de 25 horas de serviços comunitários e à gravação de um vídeo educativo alertando a população sobre os riscos de dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas.
