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Campanha sueca apresenta estratégia para reduzir tabagismo 

O evento acontecido em Brasília indicou dados positivos com o uso das estratégias

A campanha 'Quit Like Sweden' apresenta estratégia de redução de danos em combate ao tabagismo
Foto Destaque: A campanha 'Quit Like Sweden' apresenta estratégia de redução de danos em combate ao tabagismo (reprodução/QLS)

Anunciada em Brasília na última quarta-feira (10), a campanha sueca “Quit Like Sweden” apresentou números alucinantes em fator positivo para o combate contra o tabagismo. A pesquisa “Lives Saved” indicou dados na casa do milhão no que diz respeito à vidas salvas com estratégia de redução de danos em cenário de fumo.  

Quit Like Sweden em Brasília

O estudo foi apresentado em uma conferência acontecida no dia 10 desse mês, contando com figuras da medicina e pesquisa mundial assim como políticos e formuladores de política. A união de especialistas nacionais e internacionais neste evento fortalece o apoio ao esforço da campanha, que procura motivar outros países a seguirem os passos da Suécia em busca do selo “livre de fumo”

A conferência apresentou estratégias operadas pela Suécia para reduzir a população fumante a 5,6% em desfavor do patamar de mais de 20% de fumantes na Europa. De acordo com a pesquisa apresentada, o precoce diagnóstico e tratamento de câncer de pulmão são fatores que ajudam na diminuição de óbitos, ainda somado a estratégia de redução de danos. Isto é, tendo medidas que reduzem o impacto das substâncias sem interromper o uso de fato, pode-se acarretar na facilidade de diminuição do hábito.  


Senadora Soraya Thronicke em conferência “Quit Like Sweden” (Foto: reprodução/Helton Nóbrega/Instagram/@sorayathronicke)

A questão das dependências, ela traz uma complexidade porque ela acaba também colocando na vida das pessoas um tipo de comportamento”, explica a psicóloga Mônica Gorgulho, especialista em redução de danos.

Não é só a necessidade que aquele organismo tem do uso daquela química, mas existe a questão do comportamento, da hora da socialização em que aquela substância psicoativa é usada. […] Quando a gente encontra uma outra forma de acalmar a necessidade física, química que aquele organismo está apresentando diante daquela substância, seja de uma forma menos danosa ou uma forma que facilite aquela pessoa a poder abandonar o uso daquela substância, a gente não pode deixar de lado”, completa a psicóloga. 

Na Suécia, pondera-se que 49% da população masculina fumava regularmente e o fato foi revertido após o início do uso da estratégia, onde a permissão para que pessoas fumantes mudassem para produtos com riscos menores diminuiu de maneira segura, sendo que tal consumo abriu espaço para alternativas mais acessíveis e aceitáveis. Alguns especialistas ainda dizem que os suecos estão colhendo dividendos da saúde com casos de mortalidade expressivamente mais baixos comparado com outros países europeus. Uma das alternativas adotadas pelo país, foi a introdução de dispositivos eletrônicos, como vapes, e estes foram recentemente reconhecidos pela União Europeia como uma possível alternativa.  

“A decisão agora é que neste relatório eles abriram a possibilidade da redução de danos, isso significa que você tem outras alternativas que são melhores do que fumar. Isso é uma novidade boa porque antes eles diziam ‘não precisamos de outras alternativas, todo mundo que fuma precisa parar de fumar”, diz Johan Nissinen, membro do Parlamento Europeu pela Suécia. “E acho que a Europa está indo na direção certa porque a UE tem uma meta de ser livre de fumo até 2040”, complementa. 

Tabagismo no Brasil

O Brasil está entre os países que mais atuam no combate as mortes e doenças provocadas pelo tabaco. Até 2023, o Brasil ocupava o 1º lugar das Américas em propostas para o combate contra o tabagismo, relata a Agência Brasil. 

Em pesquisas recentes da Progress Hub, vê-se que 12,6% da população adulta do Brasil fuma, dado que se apresentam sete pontos percentuais a menos que a média global. Apesar de serem resultados até agradáveis, ainda não deixa de ser alarmante para entidades de saúde. Com o estudo “Lives Saved”, apresentado na conferência “Quit Like Sweden”, a posição nacional não é definitiva, considerando que uma das alternativas apresentadas pela conferência ainda passa por estudos de proibição pela ANVISA. 


Cigarros eletrônicos (Foto: Reprodução/Irina Kashparenko/Getty Images Embed)


Hoje (19), acontecerá uma reunião colegiada que pretende discutir sobre o assunto. No início do ano, a ANVISA havia prometido uma consulta público sobre a regulação de dispositivos eletrônicos. Os resultados divulgados pela agência mostram que 59% dos participantes da consulta pensam diferente da proibição atual. Em nota, o Ministério da Saúde manifestou apoio à atual proibição e complementou estar comprometido em adotar medidas que promovam ambientes mais saudáveis e seguros. 

Com dados da conferência acontecida em Brasília, estima-se que o Brasil pode evitar 1.364.000 mortes precoces relacionadas ao tabagismo em quatro décadas. 

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