Erro na identificação de lotes de petiscos contaminados.

O Ministério da Agricultura aponta um erro em identificação de lotes de substâncias tóxicas que pode ter matados cães. As investigações do caso apontaram que a contaminação dos petiscos, que internou e matou mais de 100 cães em todo o território nacional, foi causada por um erro na identificação de monoetilenoglicol, substância altamente tóxica e […]

20 nov, 2022

O Ministério da Agricultura aponta um erro em identificação de lotes de substâncias tóxicas que pode ter matados cães.

As investigações do caso apontaram que a contaminação dos petiscos, que internou e matou mais de 100 cães em todo o território nacional, foi causada por um erro na identificação de monoetilenoglicol, substância altamente tóxica e proibida na alimentação animal, confundido com lotes de propilenoglicol, que é permitida na indústria alimentícia, tanto humana quanto animal.

A informação foi repassada ao Mapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no último sábado (2019).

Em nota, a pasta diz: “A incorreção desta identificação levou ao uso de produto extremamente tóxico na fabricação de petiscos, em quantidades muito acima das doses que são consideradas fatais”.


Erro na identificação de lotes de petiscos contaminados.

Cachorro comendo petisco. Reprodução/Pixabay


O Mapa recolheu, em outubro, os produtos de seis empresas após detectar dois lotes de propilenoglicol contaminados com monoetilenoglicol. São essas: Bassar, FVO Alimentos, Peppy Pet, Upper Dog, Petitos e Pets Mellon.

O Ministério da Agricultura realizou 120 fiscalizações em comerciantes, fabricantes e distribuidores. Foram identificadas cinco empresas fornecedoras de propilenoglicol: A&D Química, Atias MIhael, Bella Dona Produtos Naturais e Saber Química.

A empresa responsável pela identificação incorreta dos lotes de monoetilenoglicol e propilenoglicol não foi identificada pela pasta. O Mapa informou que, até o dado momento, nenhuma empresa foi interditada. A Bassar havia sido fechada, mas ao fim de outubro, retomou suas operações normalmente. A empresa afirma que o governo “atestou que o processo de produção da Bassar segue todas as normas de qualidade e segurança”, por isso habilitou a companhia a retomar todos os seus processos de produção, a todo vapor.

Até o momento, os dados atualizados no dia 8 deste mês, das investigações da Polícia Civil, foram confirmadas, até agora, em Minas Gerais, 14 mortes em Belo Horizonte e quatro no interior do estado.

 

Foto de destaque: Pote de petiscos. Reprodução/Pixabay

            

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