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Milhares de russos deixam a Rússia e se exilam em outros países

Antes mesmo da guerra na Ucrânia estourar, milhares de cidadãos russos já buscavam meios de deixar o país. As razões se estendiam para casos como uma boa parcela da população que discordara da anexação da Crimeia pela Rússia realizada em 2014 e das novas leis sancionadas nesse tempo que facilitou a punição de dissidentes.

Já nessa época, diversos Russos que deixaram o país se estabeleceram em países da União Europeia e em nações bálticas como Estônia, Letônia e Lituânia.

Nunca pensei que precisaria sair [do país], meus planos eram de me aposentar em Moscou“, conta. “Eu amo a Rússia e gostava da minha vida.” relata Svetlana, mulher de 30 anos que deixou a Rússia nesse período. Atualmente ela busca emprego na Holanda.

Em meio à essas décadas de conflito entre o povo e o governo, muitos russos compartilharam do sentimento de Svetlana, que deixou o fluxo de exilados do país aumentar em um fluxo contínuo.

Dentre os exilados por conta do conflito na Ucrânia, um dos principais motivos recolhidos entre testemunhos pela BBC, foi o descontentamento com os próprios cidadãos russos que não saíram para protestar contra as decisões do governo, que elevou um sentimento de isolamento e falta de segurança dentro do país.

Em maio, o Ministério da Defesa do Reino Unido estimou que em maio de 2022, cerca de 1,3 milhão de pessoas deixaram a Rússia. Os números se estenderam ao longo dos próximos meses daquele ano, e especula-se que um grande motivo fora a mobilização militar decretada por Putin em setembro de 2022, que aumentava o risco de homens serem convocados. Porém Dmitry Peskov, porta-voz oficial de Putin, negou que cidadãos estivessem saindo do país para evitar a convocação militar.


Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Foto: Reprodução / G1


Após os meses iniciais da guerra, países da União Européia e EUA começaram a dificultar a entrada de refugiados Russos, com pedidos de vistos, exceto para quem já tivesse a viagem de trabalho ou tivesse familiares nos países.

Segundo o G1, nos últimos 15 meses desde o início da guerra, mais de 155 mil cidadãos russos receberam uma autorização de residência temporária nesses países. Só na União Européia foram mais de 17 mil cidadãos russos pedindo asilo político na União Europeia, porém só dois mil dos pedidos foram aprovados.

O impacto desses altos números de cidadãos deixando a Rússia, deixa o país em uma situação econômica frágil. Segundo uma informação do Alfa Bank, o maior banco privado da Rússia, cerca de 1,5% de toda a mão de obra especializada da Rússia pode ter deixado o país. Diversas empresas se queixam da falta de pessoal especializado e contratação precária desde então.

O prejuízo, de acordo com o Banco Central da Rússia, estima-se que chegue a 1,2 trilhão de rublos (cerca de US$ 15 bilhões ou R$ 74 bilhões) de retirada financeira das contas dos país, pelas pessoas que deixaram a Rússia. Uma escala de crise que não era vista na Rússia desde a crise financeira de 2008, e com forte tendência de ainda aumentar.

Foto Destaque: Cidadãos russos deixando o país. Reprodução / G1

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