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O jornalista Dom Phillips escrevia livro sobre a Amazônia e era guiado por Bruno Pereira quando foram mortos

Dom Phillips, o jornalista que estava desaparecido e foi encontrado morto após confissão de assassinato pelos irmãos Oliveira, estava na região para realizar entrevista com os indígenas e ribeirinhos. O inglês estava escrevendo um livro sobre a floresta, denominado “Como Salvar a Amazônia?”, e era guiado no percurso pelo indigenista Bruno Araújo Pereira.

Bruno inclusive havia chegado na região do vale do Javari semanas antes de encontrar Dom Phillips. O brasileiro passou por pelo menos cinco aldeias para poder tratar das relações de segurança da viagem e do território. Bruno estava autorizado pela Funai para realização do percurso, ao contrário do que tinha sido dito por Marcelo Xavier, presidente do órgão, após o desaparecimento do indigenista.

Fazendo fronteira com o Peru e Colômbia, o Vale do Javari tem cerca de 8,5 milhões de hectares (tamanho quase equivalente a Santa Catarina), abrigando 26 povos indígenas, em maior parte isolados ou recém-descobertos.

O início da viagem, que infelizmente não teve volta, foi dia 1º de junho, ainda fora de terras indígenas. Dom Phillips estava disposto a realizar encontros para entrevistar grandes líderes indígenas e ribeirinhos para seu livro. Os dois se encontraram em Atalaia do Norte para seguir viagem de barco pelo Rio Itaquaí

O jornalista e o indigenista estiveram, no dia 3 de junho, em um posto de vigilância indígena em torno do Lago do Jaburu. Alguns dias depois Bruno e Dom, voltaram para o Rio Itaquaí de volta para Atalaia do Norte, fazendo uma parada na comunidade ribeirinha São Rafael, para realizar a visita ao líder comunitário conhecido como Churrasco. Chegando por volta das 6h, mas o líder não se encontrava. Após conversarem com a mulher dele, saíram de barco para voltar a Atalaia e foi a última vez que foram vistos com vida.


Dom Phillips estava escrevendo um livro sobre a Amazônia (Foto:reprodução/G1)


A viagem deveria durar apenas duas horas, mas eles não conseguiram chegar no destino.

Com o desaparecimento divulgado se iniciaram as buscas. Já no dia seguinte foi preso o primeiro suspeito Amarildo da Costa Oliveira, onde em seu barco foram achados vestígios de sangue.

Dia 14, o segundo suspeito foi preso, o irmão de Amarildo, Oseney da Costa Oliveira. Na quarta-feira (15), Amarildo confessa o crime e indica para a polícia onde os corpos haviam sido esquartejados, queimados e enterrados.

 

Foto destaque: O indigenista Bruno Pereira à esquerda e o jornalista Dom Phillips à direita. Reprodução: Redes Sociais/Marcos Corrêa.

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