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Conselho de Direitos Humanos da ONU exige que países parem de vender armas à Israel

A resolução pode dificultar o comércio de armas à Israel, mas é provável que seja ignorada, bem como o pedido de cessar-fogo

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Foto Destaque: Soldados de Israel na Faixa de Gaza (Reprodução/Reuters/Uol)

Nesta sexta-feira (5) o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução para que países parem de fornecer armas e munições ao país de Israel, seja por meio de repassagem ou venda. A medida foi elaborada pelo Paquistão e tem em mente “prevenir novas violações do direito humanitário internacional e violações e abusos dos direitos humanos”.

O texto teve a maioria de votos a favor (incluindo o Brasil) e também recomenda o cessar imediato de comércio envolvendo equipamentos militares, pedindo pela interrupção de tais operações. Dos 47 países no Conselho, 28 votaram em favor, 6 votaram contra, e 13 se abstiveram.

Entre os países que votaram contra a medida (Argentina, Paraguai, Bulgaria, Malawi) dois deles, a Alemanha e os Estados Unidos, são notáveis porque compõem parte dos poucos países que ainda comercializam armamentos com Israel. Por ter sido aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos mas não pelo Conselho de Segurança, é possível que esses países continuem o comércio, sem obrigação por lei internacional.


Conselho de Direitos Humanos da ONU exige que países parem de vender armas à Israel
Em verde, países que reconhecem o Estado da Palestina (Foto:Reprodução/Wikipedia Commons)

Países fornecedores

Atualmente, existem cinco países que fornecem armas e munições à Israel:

  • Os Estados Unidos;
  • O Reino Unido;
  • A França;
  • A Alemanha;
  • A Austrália.

Há pouco tempo, este número era maior, mas outros seis países (Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Japão e Canadá) suspenderam suas exportações de equipamento militar após o início do conflito.

Conselhos da ONU

Em alguns casos, tais resoluções tem como objetivo mais aumentar a pressão geopolítica internacional do que de fato impor um julgamento final. Por exemplo, embora o Conselho de Segurança tenha acordado por um cessar-fogo na Faixa de Gaza semana passada (25 de março), o governo israelense ignorou a resolução.

O que de fato pode ajudar a resolver a guerra são as consequências de tal pressão, que faz com que países se tornem menos populares por rejeitar a decisão da ONU. Em ano de eleição nos Estados Unidos, a esfera política tem maior preocupação com tais detalhes, o que pode acabar influenciando diretamente a situação de Israel, que depende de seus aliados internacionais.

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