Pane CrowdStrike: especialistas criticam atualização após o apagão global

Vanessa Lopes Por Vanessa Lopes
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Foto destaque: especialistas criticam a CrowdStrike pela liberação e atualização de software sem a testagens mais seguras (Reprodução/Igor Stevanovic/Getty Images Embed)

Especialistas em cibersegurança criticaram a CrowdStrike por liberar uma versão nova do software sem testagens mais seguras. Em resposta, no X (antigo Twitter), o CEO George Kurtz advertiu não se tratar de um ataque hacker.

Nesta sexta-feira (19), o G1 consultou pensamentos de especialistas no assunto. Presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, Hiago Kin, falou sobre a falta da implementação de testes em ambientes de pré-produção para simular cenários reais antes de liberar uma atualização. Porém, o diretor de Tecnologia da Sage Networks, Thiago Ayub, afirmou que não é prudente postergar atualizações de sistemas de segurança, pois isso aumenta a sua vulnerabilidade.

Atualização no sistema 

Após a falha motivada pela atualização da ferramenta Falcon, responsável pela detecção de possíveis invasões hackers em clientes da CrowStrike, a Microsoft sofreu com a “tela azul da morte.” 


Falha causada pela atualização que gerou o RSOD (a tela azul da morte), expôs problemas de vulnerabilidade da empresa de segurança, CrowdStrick (Foto: reprodução/Alengo/Getty Images Embed)


Ao G1, Ayub explicou que a demora no restabelecimento da normalidade se dá, em consequência de uma recuperação do sistema manual e lento, feito máquina por máquina. Ou seja, o que exige um profissional de TI operando em várias etapas.

Para uma empresa ter sido afetada pelo problema, três fatores devem ser considerados: 1. Ser usuária do sistema Windows; 2. Ser cliente da empresa de segurança de software CrowdStricke; 3. Ter permitido a atualização do sistema durante esta madrugada de sexta-feira (19).

Windows se pronunciou

A CEO do Windows, às 8h10 (horário de Brasília) desta sexta-feira, afirmou que o problema já foi solucionado, porém, algumas ocorrências inesperadas podem acontecer. Em nota, a empresa advertiu que, se os problemas se perdurarem, os clientes deverão contatar a empresa responsável pelo ocorrido (CrowdStrike), para que assim, possam obter suporte e assistência.

Segundo a Agência de Notícias americana Reuters, o cliente que contatar a empresa ouvirá a seguinte mensagem: “Obrigado por entrar em contato com o suporte da CrowdStrike. Estamos cientes dos relatos de falhas.

O CEO da companhia, George Kurtz declarou sobre a identificação, isolamento e correção da falha.

Redatora do Site In Magazine (IG) Graduada pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) Especialista em Ciências Políticas pela FACULESTE
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