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5 tendências para o futuro da privacidade de dados

29 Abr 2022 - 14h14 | Atulizado em 29 Abr 2022 - 14h14
5 tendências para o futuro da privacidade de dados

Há quase dois anos, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor trazendo mudanças nos orçamentos das empresas brasileiras. O crime contra a privacidade de dados, sendo eles, dados sensíveis, cresce a cada ano, forçando as organizações a investirem na proteção e segurança de suas informações.

Segundo especialistas da área, a preocupação das empresas se relaciona com o surgimento de tendências futuras para essa situação.

Influência dos Estados Unidos

Com o protagonismo no Ocidente, os EUA, ditam muitas tendências em diversos aspectos, ainda mais na tecnologia. Seu poder de negociação é forte, como o recente acordo com a União Europeia de grande impacto nessa área. Estados do país se mobilizam e vão criando leis que permitem a segurança.

Para a CEO e fundadora da startup brasileira Privacy Tools, Aline Deparis, o problema tem que se corrigir no mundo todo. “Como garantir que as leis consigam proteger a pessoa natural quanto aos seus dados pessoais e proteger os negócios e o segredo industrial das empresas que precisam e querem inovar? São desafios globais, não é exclusividade do Brasil’, fala Aline Deparis.  

Inteligência Artificial (IA)

As revoluções com a Inteligência Artificial são polêmicas, pois são relacionadas com inúmeras notícias de diversos casos de discriminação, em que é a IA está sujeita, pois há a dependência da máquina de refletir a realidade.

Atualmente, as pessoas convivem com a falta de privacidade muito presente com a tecnologia e seus avanços, por exemplo, muitos lugares são vigiados por câmeras que capturam os rostos e os analisam, a fim de descobertas criminais como também publicitárias.


Privacidade de dados virou prioridade na busca de serviços. Reprodução (Pixabay)


Prioridade com a privacidade

A privacidade de dados se tornou um dos itens mais procurados na compra de algum produto, em que se percebe isso quando, tanto a Apple quanto o banco Itaú, em seus comerciais usam como diferencial, a proteção de dados pessoais.

Segundo a Dra. e sócia fundadora da Protego, Laís Rodrigues, um dos aspectos que retardam o processo na área de privacidade, é o jurídico. “Os tempos de incertezas na área de privacidade e proteção de dados devem demorar a passar no Brasil. Isto motivado, principalmente, pela instabilidade das decisões judiciais acontecendo enquanto aguardamos posicionamentos da Autoridade Nacional que possam gerar alguma segurança jurídica”, diz Laís Rodrigues.

Plataformas de privacidade

As plataformas de privacidade vêm crescendo na área organizacional, por causa da alta preocupação na segurança dos dados. Isso está ligado com a imagem da empresa, segundo a sócia fundadora do escritório Hissa & Galamba Advogados, Carmina Hissa. “A imagem e reputação da empresa está diretamente ligada à sua adequação à LGPD e à continuidade da gestão dos dados pessoais tratados pela empresa”.

As empresas para atingir esse objetivo iniciam a adequação fazendo consultorias jurídicas ou de segurança da informação.

Cookies

Os cookies são usados por websites com diversas funções, mas uma das situações que acontece, é a empresa usar cookies de terceiros com o propósito de guardar informação de alguma pessoa, construindo com base nessa coleta de dados, oferecimentos personalizados de produtos e serviços.

Os navegadores já irão bloquear alguns cookies, e a tendência é que essa prática seja acabada nos próximos anos, como aconteceu recentemente em que o Google Analytics foi banido na França.

Foto destaque: Reprodução (Pixabay)