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6 doutrinas relevantes que 2021 ensinou sobre o mercado de trabalho

25 Dez 2021 - 23h59 | Atulizado em 25 Dez 2021 - 23h59
6 doutrinas relevantes que 2021 ensinou sobre o mercado de trabalho

 

Nada mais é como era antigamente, diz o ditado popular, e depois  desse período em que a pandemia de coronavírus dominou o planeta, o mundo corporativo sofreu e absorveu todas essas convulsões provocadas pela crise sanitária. Todos esses fatores transformaram o ambiente corporativo trazendo grandes lições e aprendizados. 2021 não foi um ano dos mais calmos mas os dramas e desafios encontrados podem servir de incentivo e o mais importante, servir de experiencia para encarar o ano de 2022 entendendo melhor as demandas que o mercado tem existido dos profissionais.

Durante esse período de excessão provocado pelo Covid-19, uma ds frases mais ouvidas foi “Novo normal’ e “ O trabalho nunca será igual novamente. Mesmo com 2022 chegando, a verdade é que ninguém sabe como lidar com ele, principalmente porque não sabe ainda o que será do próximo ano.

No ano de 2021 ficou muito claro que o novo normal dentro do universo corporativo é sempre uma novidade constantemente, não ha vida corporativa sem inovação e constantes transformações.

Aqui alguns dod temas que dominaram o cenário corporativo de 2021 e que podem servir de lâmpada para iluminar os pés que vão caminhar pelo desconhecido e amedrontador 2022.


Empregabilidade é o tema que não sai da cabeça do brasileiro, e a corrida por uma vaga em 2022 começou pra ontem. (Foto: Reprodução/GeraçãoRH)


I Chegou a hora de ser flexível para se adaptar à um trabalho que exija flexibilidade

No início pode ter acontecido um pouco de resistência para os mais caxias que estavam acostumados ao ambiente do escritório ou da firma, mas não demorou muito para os mesmos perceberem os benefícios de executar um trabalho remotamente e adotarem o modelo como o preferido. Mas o que antes era algo passageiro que serviria de recurso para que os negócios continuassem sem que a produtividade fosse afetada hoje parece que é uma tendência. Mas de todas essas mudanças quais realmente seriam absorvidas pelo mercado a ponto de sobreviverem no próximo ano.  

A verdade dos fatos é que o que era para ser temporário se tornou definitivo para muitos profissionais. Uma quantidade grande de trabalhadores estão vivendo em outro mundo corporativo, as semanas de trabalhos não tem a mesma rotina de antes, e as novidades interferem e trazem impactos diretos na comunicação da empresa, onde existia uma comunicação síncrona, onde emissor e receptor interagiam diretamente, agora a comunicação se da na forma assíncrona nas organizações. Para muitos trabalhadores o trabalho remoto parece que vai permancer por muito tempo. E observando o tamanho do corte de gastos com as medidas tomadas por causa da pandemia, talvez os empregadores não voltem à seus planos iniciáticos, por melhores que fossem.

Na maioria dos casos as empresas tem dado aos seus colaboradores o livre arbítrio na decisão entre produzirem suas atividades laborais em homeofice ou no escritório tradicional. A empresa Unilever da Nova Zelandia criou a semana de trabalho reduzida, com quatro dias.

Como disse algum sábio, a necessidade é a mãe da sabedoria, e agora isso é visto na prática. Muitas empresas e países tem realizado testes com programas experimentais com semanas de trabalho piloto. Um exemplo é a Espanha que irá introduzir a semana de trabalho com 32 horas no próximo ano.

Todas essas modificações e experiencias acabam sendo benéficas para o trabalhador. Existem relatos de melhora no equilíbrio entre vida privada e trabalho quando eles estão inseridos nesses sistemas de trabalhos mais flexíveis. Apesar de tudo, a verdade é que os dias de trabalho durante a pandemia ficaram bem mais longo para a maioria dos trabalhadores médios.

Existem aqueles trabalhadores que dizem, se forem convocados para o retorno do trabalho no escritório, preferem pedir demissão à retornarem. Tem um outro detalhe que chama atenção, em alguns países onde existem mais vagas de emprego do que pessoas querendo ocupa-las, os operários acabam desfrutando de um poder supradimensionado que obriga as companhias a manterem esse sistema por tempo indeterminado.

Isso tudo acontece pois últimamente os colaboradores tem tido mais voz na hora de algumas reinvindicações por conta da pandemia, mas isso tudo pode mudar no futuro, se isso acontecer é muito provável que esses novos sistemas de trabalho flexíveis que tem agradado aos trabalhadores caiam em desuso. Mas o impressionante dessa história é que muitas empresas firmaram um compromisso de manterem essas novas práticas de trabalho que atendem aos anseios dos seus funcionários. Isso mostra que cada vez mais o retorno as velhas práticas fica distante.


As empresas procuram colaboradores e pessoas que saibam interagir. (Foto: Reprodução/NotíciasOAmarelinho)


II  As empresas olham para os funcionários como colaboradores

O ano de 2021 teve uma expressão que ganhou destaque “A Grande Renúncia”. A saída de grande massa de trabalhadores, alem de uma redistribuição nos postos de trabalho e na mão de obra, que foram extensamente mais registrados nos Estados Unidos. Por lá muitos trabalhadores tem abandonado o mercado de trabalho, esses números batem recordes mas à mês.

Essa predisposição começa a aparecer na terra da rainha Elizabeth, o Reino Unido. Os súditos da rainha desejam ardentemente mudar de profissão, existem um grande numero que já se lançou à aventura e agora tenta uma sorte mais feliz. Em muitos paíse esses dados relacionados aos empregados tem variado, por exemplo na Australia, no país dos cangurus existem mais trabalhadores migrante de profissão do que pedindo demissão.

A verdade é que nos países onde os trabalhadores estão mais confiantes para pedir demissão ou mudar de trabalho, os empregadores estão sendo obrigados a oferecer melhores condições e benefícios se quiserem manter seus melhores e mais talentosos funcionários, ou, colaboradores como vem se convencionando chamar.  

Com tudo que tem acontecido no mundo a visão do trabalhador acabou por observar tudo com outras perspectivas e com isso os anseios também mudaram. Os benefícios ficaram mais intimistas, serviços antes dispensados como saude mental, agora são prioridades, igualmente so cuidados com os filhos, uma novidade, o auxílio para trabalhar em casa, e o principal, a flexibilização dos sistemas de trabalho. Na maior potência do mundo, os EUA, houve um aumento substancial nos pedidos de melhores planos de saúde e por mais incrível que pareça, aconteceu um aumento no pedido de coberturas de tratamentos para engravidar.

A maioria das empresas acenou positivamente aos novos anseios, outras prometeram mudanças e anunciaram planos na direção dessas reformas. No hemisfério norte, companhias como LinkedIn e Nike, concederam para seus empregados férias coletivas durante verão, a iniciativa serviu para que ele pudessem ter entre alguns dias ou semanas que fossem relevantes para a recuperação da saúde mental de cada um deles. Essa proposta das empresas foi uma decisão nunca vista antes no mundo corporativo, haja vista que tudo isso aconteceu em um mundo hegemonicamente capitalista, onde o dinheiro fala mais alto e a produtividade é o que dá essa musculatura.

Como sempre nem todos estão dispostos a encarar novas mudanças, existem guetos que não admitem e ficam indiferentes às novas demandas dos trabalhadores e de parte dos agentes que movimentam a cadeia produtiva. Os setores que apresentam mais resistência são mercado financeiro, e consultorias. Eles tem forçado a barra para que toda a situação volte ao status quo de antes da pandemia.

Empresas adotaram medidas menos rígidas nesse período de crise sanitária mundial, o grupo financeiro Jefferies, deu de presente para seus colaboradores bicicletas ergométricas da marca Peloton, Goldman Sachs aumentou os bônus de pagamento aos seus bancários do nível júnior, não sem o ônus de uma convocação para que voltassem as mesas do suntuoso escritório da companhia. A realidade é que as empresas tem se esforçado para atender às novas expectativas dos seus funcionários, nem todas.


Qual o tamanho real do abismo que separa as mulheres dos homens no mercado de trabalho e como superar esses desafios? (Foto: Reprodução/Geledés)


III Desigualdade entre trabalhadores fica maior

Todos os benefícios conquistados por trabalhadores em 2021 e que temos falado até aqui na matéria não foi uma realidade para todos, muito menos o poder de influenciar ou barganhar melhorias nas condições de trabalho. Enquanto alguns conseguiram melhorar seu ecossistema laboral, a maioria dos trabalhadores viu suas condiçÕes piorarem à níveis insalubres. Essa diferença deixou exposta o tamanho da desigualdade entre os trabalhadores.

Trabalhadores do front e do setor de serviços tiveram seu retorno ao trabalho rodeado de incertezas e não foi uma escolha opcional. Eles sofrem por causa da inconstância de seus clientes, com isso, estão sob muita pressão. Em muitos países a operação das empresas acontece com menos funcionários, como acontece no setor hoteleiro que sofre da falta de mão de obra, e os transportes, que ainda não se recuperaram totalmente da pandemia.

Outra coisa que chama atenção é que o fato do trabalho ser remoto e acontecer de forma confortável e eficiente, isso não é uma verdade absoluta para todos, principalmente para os profissionais do conhecimento, aquele que trabalham com o saber, informações e inteligência para desenvolver seus trabalhos ficam prejudicados pelas dificuldades de acesso.

Internet básica, ou de alta velocidade não são disponibilizadas para todos, espaço para trabalhar com conforte e silencio também é um luxo para poucos. Para os novatos e marinheiros de primeira viagem, o mercado de trabalho agora oferece um espaço insólito, apertado. Esse é um dos fatores que tem feito muitos trabalhadores desejarem e até pedirem o retorno aos escritórios.

Ficou ainda mais claro a discrepância que atravessam as mulheres no mercado de trabalho. Desde 2020 a quantidade de mulheres inseridas em postos de trabalho vinha sendo reduzida naquele ano de forma desproporcional. Só nos Estados Unidos, computando até setembro, milhares de trabalhadoras ficaram sem seus empregos.

Mesmo com sinais de melhora em alguns segmentos, a retomada e seu crescimento ainda não atingiram o nível de empregabilidade dos homens. Indo mais fundo nessa discussão, o desemprego enfrentado pelas mulheres negras supera de longe o mesmo  problema da mulheres brancas. Na terra do Tio Sam essa diferença é ainda maior, chega quase ao dobro.


Equilíbrio entre trabalho e vida privada é o desejo de muita gente espalhada pelo mundo. (Foto: Reprodução/RevistaCrescer)


IV Preço do desequilíbrio entre trabalho e vida privado

Muitos trabalhadores no período de pandemia relatam que conseguiram equilibrar melhor a relação do trabalho com a vida privada, nesse último ano. O trabalho remoto serviu como fator preponderante nessa melhoria. Ma nem sempre a verdade de uns serve para outros.

Alguns trabalhadores vão na contra mão e tem muitas dificuldades para delimitar suas rotinas entre vida pessoal e trabalho. Eles viraram workaholics xiitas, não tiram os olhos dos celular, buscam e-mails para responde-las antes mesmo de escovarem os dentes e mandam mensagens quase até o dia raiar.

O que antes era tido como fundamental para se obter uma produtividade satisfatória, estar dentro do escritório, encontrou uma nova forma de ser produtivo através do universo digital. A linha é bastante tênu, muitas vezes não fica muito claro se a exigência de ficarem online 24 horas é uma exigência das empresas ou se isso é uma pressão mental criada pelo próprio funcionário como maneira de apresentar um nível de produtividade de excelência.

De fato os dias de trabalho que possuíam uma carga horária definida agora se vêem estendidos e agora parece quase impossível o trabalhador conseguir encontrar o equilíbrio perfeito entre trabalho e vida privada, uma vez que agora eles estão se entremeando. Isso faz essa separação ser muito difícil.

Prova disso tudo é que o número de horas extras sem pagamento e a síndrome de burnout tenham se proliferado como uma praga do Egito. Os grupos que mais sofrem com isso são as mulheres e os gerentes de ensino médio. Por causa da baixa ou falta de mão de obra, alguns trabalhadores recebem uma pressão extra durante a Grande Renúncia.

Mudar uma cultura é sempre difícil, as empresas vem tentando criar hábitos mais saudáveis para seus colaboradores, mas não tem sido fácil provocar essas mudanças em seus funcionários, por incrível que pareça, muitos gostam de se sentirem sobrecarregados. No trabalho remoto é muito mais isso acontecer pois fatores estopins estão presentes para o trabalhador não desligue em hora nenhuma.


Trabalho híbrido ganha destaque nessa retomada gradativa aos escritórios, cerca de 43% das empresas adotaram a medida. (Foto: Reprodução/PortalContábeis)


V Distantes da perfeição híbrida 

O ano de 2021 não foi como o mundo corporativo esperava e o hibridismo no trabalho não prosperou como era planejado por muitos empreendedores e pelo mercado.

Era uma expectativa de empregadores e funcionários o retorno fisico ao trabalho, eles esperavam poderem se encontrar pessoalmente e assim finalizarem projetos que sinalizariam avanços. Muitos empreendimentos se modernizaram e investiram em novos designs e novos espaços físicos, como foi o caso da empresa Boca Rosa Company, que foi matéria aqui na editoria money do InMagazine, no dia 03/12, que montou um novo escritório cheio de novidades, caminho esse também seguido por muitas empresas, todas essas melhorias vieram da necessidade de tornar esse ambiente de trabalho modernizado mais acolhedor e na direção em que fossem atendidas as novas necessidades dos empregados, dentro das possibilidades, e indo além em muitos casos. Muitos empreendedores assumiram novos propósitos nesse período de pandemia.

A forma híbrida ainda não atingiu o máximo de seu potencial estável. A volta aos escritórios tem sido gradativa e bastante fragmentada, grande parte das empresas propuseram um retorno de forma segmentada e existe muita diferença nesse processo entre um pais e outro, sem contar as indústrias e os empregadores. O grande fator que define o andar dessa carruagem é o ritmo de como a pandemia se apresenta ao mundo em suas constantes reviravoltas dramáticas e que torna a situação bastante flutuante.      

O problema dessas incertezas é que elas afetam diretamente o emocional do trabalhador e isso atrapalha diretamente sua logística pessoal pis eles se sentem presos no limbo, sem saber o que de fato irá funcionar para eles. E o pior, isso acontece a quase dois anos.


2022 vai ser um pulo no escuro em direção ao futuro imprevisivelmente desconhecido. Está preparado para essa odisseia? (Foto: Reprodução/UniversoRacionalista)


VI Pulando no escuro para o futuro

Hoje todo mundo já enxerga com clareza e não vê num futuro próximo a antiga e velha estabilidade na vida laboral, muito menos na vida privada, uma vez que elas tem se confundido bastante. Enquanto cepas e variantes do Covid-19 forem descobertas não vai ser possível traçar uma rota com planos sólidos para o futuro.

A pressão diante das empresas também é grande, Google que tinha planos de voltar com os trabalhadores de volta ao escritório foi obrigada a repensar a iniciativa e mudar a direção anunciando diretrizes completamente distintas das apresentadas anteriormente. E mesmo que a vida retome o seu curso normal, todas essa implementações programadas como novas políticas, trabalho remoto e híbrido, são experiencias que ainda não sabemos os resultados e nem os efeitos a longo prazo por falta de dados concretos.

 

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Quando olhamos para o horizonte de 2022, mudança parece ser a nova palavra de ordem, não que antes na vida do ser humano isso ja ñao existisse, afinal a lei da vida é a da adptação, só os mais aptos as mudanças sobreviver a seleção natural da vida, então essa constante mudança só vai ser mais severa para os menos aptos a mudarem seus hábitos. Seja com relação as mudanças políticas da grandes corporações ou nos pequenos detalhes do dia dia e da vida cotidiana. Nesse momento o sonhado ideal normal está muito longe da nossa árida realidade e que promete endurecer ainda mais num futuro próximo. Mas o que fica agora são mais perguntas do que respostas, vamos esperar e ver qual será nosso presente de ano novo. 

Foto destaque: Reprodução/EstadodeMinas.   

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