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7 previsões para o mercado robótico em 2030

23 Set 2021 - 20h45 | Atulizado em 23 Set 2021 - 20h45
7 previsões para o mercado robótico em 2030

Segundo o Mapa do Ecossistema Brasileiro de Bots o mercado brasileiro de robótica continua a crescer exponencialmente, o número de robôs no país aumentou 68% em um ano, passando de 60 mil para 101 mil do ano de 2019 para 2020. Dos 101 mil, 24 mil já estão em funcionamento, trocando por volta de 92 mil mensagens com humanos mensalmente.

 

Ainda no Brasil, segundo os dados disponibilizados pela empresa de inovação, Distrito, houve um crescimento de 60% para cirurgia robótica do ano de 2017 para 2018 e no início deste ano, 2021, já haviam máquinas em 41 hospitais com mais de 2.300 cirurgias realizadas.

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As empresas já consolidadas precisarão de agilidade para atender às demandas do mercado. As mudanças devem partir de companhias menores e startups de robótica, que podem conquistar uma fatia importante desse mercado”, diz Otávio Dantas, diretor executivo e sócio do BCG (Boston Consulting Group). Recentemente em um levantamento da companhia  de consultoria houve a projeção que o mercado cresça de US$ 25 bilhões para até US$ 260 bilhões, de 2021 até 2030. 


(Foto: Pixabay / jarmoluk)


A empresa também prevê três possíveis cenários gerais para o ano de 2030. A primeira, sendo a mais simplista, é o surgimento de máquinas com funções específicas como coletar amostras de sangue ou colher frutas. Outra alternativa, um pouco mais complexa, é o aumento de robôs em funções padronizadas, como serviço de entrega ou abastecimento de veículos elétricos. O último cenário, denominado Google World, é de fato o mais complexo no qual a inteligência artificial avançará tanto que será possível robôs trabalharem em situações dinâmicas como a manutenção de ferrovias ou aeroportos. 

 

Confira a seguir outras sete projeções da empresa para o ano de 2030.

 

  1. Robôs de serviço serão a maior parcela do setor.

Atualmente os robôs de indústria e logística dominam o mercado e a previsão é que continuarão tendo uma parcela grande de US$ 80 bilhões em 2030, porém os robôs de serviço terão uma parcela entre US$ 90 bilhões e US$ 170 bilhões por volta do mesmo período. Com o já previsto aumento nos próximos dois anos onde a taxa de crescimento irá variar entre 25% e 35%.

 

  1. Os próprios consumidores irão aumentar a demanda de robótica

O envelhecimento demográfico da população geral, principalmente em países ricos, irá exigir robôs como “assistentes” ajudando em tarefas como higiene pessoal, prática de exercícios e entrega de refeições. As demandas dos consumidores por produtos sustentáveis farão com que exigirão dos robôs a realização de tarefas complexas de desmontagem e classificação de resíduos.


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  1. Robôs assumirão posições de salários baixos e que requerem menos habilidades

A projeção diz que robôs assumirão a posição de trabalhadores manuais devido à escassez do mercado, já que haverão mais trabalhadores qualificados.

 

  1. A interação entre humanos e robôs irá melhorar

As máquinas serão capazes de tomarem decisões autônomas e racionais, se tornando mais independentes e auto suficientes, fazendo tarefas complexas que seres humanos não seriam capazes de fazer.

 

  1. Robôs vão continuar progredindo

Com as melhorias que já observamos na ciência da computação e na inteligência artificial, a tendência é que os robôs consigam reagir a situações mais complexas e interpretar diferentes cenários”, completa Dantas. As tecnologias só irão continuar a progredir para lidar com situações mais complexas.

 

  1. Meios de transporte inteligentes

A previsão é que por volta de 2030, veículos autônomos nível 3 (carros que dirigem sozinhos, nas condições ideais de tempo e estradas livres) já representam 8% dos carros vendidos, enquanto os veículos autônomos nível 4 (totalmente autônomos, intervenção humana somente em situações extremas) estejam sendo consolidados.


(Foto: Pixabay / falco)


  1. O crescimento do mercado asiático

Empresas chinesas e coreanas estarão competindo igualmente com as americanas e européias.

 

Foto Destaque: Pixabay / kiquebg