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Abramovich entrega comando do Chelsea em meio a tensão política

27 Fev 2022 - 12h32 | Atulizado em 27 Fev 2022 - 12h32
Abramovich entrega comando do Chelsea em meio a tensão política

Através de comunicado curto divulgado no último sábado (26), o empresário russo Roman Abramovich anunciou que está entregando o comando do Chelsea. A decisão veio após muita pressão da opinião pública britânica devido ao seu relacionamento próximo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O país está em guerra com a Ucrânia há quatro dias após invasão ordenada por Putin, mas a nota de Abramovich não faz menção ao ocorrido.

No entanto, o bilionário russo segue como dono do time de Londres. Segundo a imprensa inglesa, ele não tem a intenção de vender o clube e seguirá financiando suas atividades caso não seja punido pelo governo inglês. A expectativa é de que o dia a dia do clube não tenha mudanças significativas. O magnata afirmou que o comando dos Blues passará para o presidente da fundação de caridade do clube, Bruce Buck. O restante da diretoria será formado por:

  • Técnica do time feminino do Chelsea, Emma Hayes;
  • Diretor-executivo da organização antirracista Fare, Piara Powar;
  • Diretor de finanças do Chelsea, Paul Ramos;
  • Advogado esportivo, John Devine;
  • Presidente da World Athletics, federação internacional de atletismo, Sebastian Coe;
  • Presidente da Associação Olímpica Britânica e ex-primeiro-ministro, Hugh Robertson;

A estrutura seguirá a mesma no futebol do clube. Peter Cech, diretor técnico, e Marina Granovskaia, diretora, são os responsáveis pelas decisões estratégias. Temas como renovações e contratações são decididos por eles.


Peter Cech e Marina Granovskaia. (Foto: Divulgação/Chelsea)


Neste domingo (hoje, 27), o Chelsea, que enfrenta o Liverpool pela final da Copa da Liga Inglesa, publicou uma nota oficial lamentando a situação na Ucrânia, mas não citou a Rússia.

“A situação na Ucrânia é horrível e devastadora. Os pensamentos do Chelsea FC estão com todos na Ucrânia. Todos no clube estão rezando pela paz”, disse o clube em nota.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, o parlamento britânico denunciou Abramovich alegando envolvimento com o governo de Vladimir Putin. Caso o caso vá adiante, o magnata de fortuna estimada em 8,4 bilhões pode ser retirado do comando do clube, o que traria sérias consequências. Desde 2003, quando comprou o clube, foram mais de 2 bilhões investidos.

Na quinta-feira (24), o deputado Chris Bryant, do Partido Trabalhista do Reino Unido, trouxe à tona documentos de 2019 do governo britânico que ligavam Abramovich ao Kremlin. O deputado solicitou à Câmara dos Comuns que o empresário fosse retirado do Chelsea, como forma de sanção contra a Rússia pela invasão à Ucrânia.

Foto destaque: Abramovich, dono do Chelsea. Reprodução/Getty Images

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