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Agenda econômica: novembro entra em sua derradeira semana com mercados desalentados

30 Nov 2021 - 09h00 | Atulizado em 30 Nov 2021 - 09h00
Agenda econômica: novembro entra em sua derradeira semana com mercados desalentados

Os mercados dos principais centros financeiros espalhados pelo mundo iniciam a semana que fecha o mês de novembro prostrados em decorrência do baque sofrido na última sexta-feira (26), sem contar um outro motivo que não ajuda levantar a moral e deixa os investidores ainda mais apreensivos, o adiantado avanço da cepa Omicron, como é conhecida a nova variante da Covid-19.

Todas as bolsas despencaram dia 26, em um dia que ficou marcado pela baixa liquidez do mercado e sessão reduzida em Nova York por causa do feriado de Ação de Graças. Dia também de pregão encurtado, a Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq desceram mais de 2%. Já no velho continente, as bolsas sentiram uma queda forte que chegou a bater 3% e 5%. No Brasil a situação não foi melhor, e o índice Ibovespa sofreu uma baixa de 3%, ajudando no fechamento de mais uma semana negativa.

O mercado interno fica na expectativa dos indicadores que medem a economia do país. Na próxima quinta-feira (2), será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro concernente ao terceiro trimestre de 2021. Especialistas do Itaú prenunciam imobilidade relacionada ao segundo trimestre, com crescimento de 4,3%, se compararmos ao período igual de 2020, época que ainda sofria-se um forte impacto da pandemia.

O segmento agrícola poderá apresentar uma contração de 5,4%, indústria parece que vai manter-se estável, já os serviços deve ter uma dilatação de 1,4% comparando com o trimestre, segundo Itaú. “O setor de bens está em declínio, enquanto a fonte de crescimento marginal é a normalização do setor de serviços”, disseram seus especialistas. O Bradesco publicou um relatório que afirmava, “Após exibir retração de 0,1% no segundo trimestre, a atividade econômica deve ter ficado estável nos três meses seguintes”.


A Câmara dos deputados aguarda votação da PEC dos Precatórios no Senado. (Foto: Reprodução/DiárioImperial)


Política

A PEC dos Precatórios ganha mais uma vez o protagonismo da semana no Congresso Nacional. Foi confirmada, inicialmente, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para quarta-feira (1). Realizada a votação, a PEC seguirá para o senado onde poderá ser votada no plenário da casa legislativa. Caso haja alguma retificação significativa no texto-base, a matéria regressa para Câmara dos Deputados, isso retardaria a tramitação num período que é muito delicado, pois está próximo do recesso parlamentar.

Rodrigo Pacheco afirmou que aprovar a PEC é prioridade, mas isso não é um imperativo para que ela seja votada ainda essa semana. Para o governo a PEC é importante pois vai ajudar na aprovação das contas do orçamento para 2022 e vai servir para abrir financiamento para o Auxilio Brasil no valor de R$ 400, que vai substituir o bolsa família.

Investidores vão conhecer nesta terça-feira (30) os resultados sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), que analisou setembro. Para o Itaú, o indicador de emprego ajuda com revisões importantes que servem para impactar o PIB e sua série histórica, lembrando que o IBGE usa o Pnad como balizador na medição do PIB em alguns segmentos, disse o Itaú.

O desemprego e sua taxa foram estimadas pelo Itaú em 12,9% no trimestre que se encerrou. Analistas esperam que ela continue sua queda. Também na terça o Caged (Cadastro Geral de empregos e Desempregados), concernente ao mês de outubro vai ganhar publicidade. Suas informações deveriam ter sido liberadas na semana passada, mas sofreram adiamento. 

A indústria no mês de outubro, comparando com setembro, terá uma queda prevista de 0,1%, no ano o défict vai ser de 6,9%. Em novembro a balança comercial ganha divulgação na quarta-feira. O Itaú espera um défict de U$$ 1,7 bilhões, muito pior que o superávit marcado na mesma época ano passado, U$$ 28,2 bilhões. As contas públicas consolidadas serão divulgadas na quinta-feira dessa semana. Especialistas do Itaú esperam superávit de U$$ 31, 4 bilhões


  

O mundo observa os movimentos e os rumos da economia norte-americana. (Foto: Reprodução/RemessaOnline).


EUA

Na terra do Tio Sam, a semana começa focada no relatório com os dados do mercado de trabalho nos EUA, o payroll. Para especialistas do Bradesco, a divulgação desses dados são relevantes na composição da cena inflacionária norte-americana.

Os analistas afirmam que, mesmo com a alta da inflação americana, a reação e o desempenho do mercado laboral não sinalizam preocupações para o Fed. A discordância apresentada ajuda a manter a leitura feita por membros do comitê de política monetária de transitoriedade na pressão relativa aos preços.

O Congresso terá uma semana bem movimentada. Na casa, a prioridade deve ficar por conta do acordo referente ao orçamento público, que tem uma agenda estreita para ser aprovado. Existe a ameaça de um shutdown, alem da paralisação do governo que pode ocorrer a partir do dia 3 de dezembro, sexta-feira.

Mundo Corporativo

Essa semana acontecem reuniões com investidores promovidas pelas companhias Vale (VALE3), Taesa (TAEE11) e Petrobras. A Vale realizou um encontro com investidores nesta segunda-feira (29). A Petrobras, depois de apresentar seu plano de negócios, que foi ajustado para os próximos 5 anos e, fazer a revisão política de seus dividendos, realizará encontro nesta terça-feira, em Nova York.

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A Gerdau (GGBR4) terá seu encontro com investidores promovido pela Apimec; Arezzo (ARZZ3) fará seu inventores Day, Embraer (EMBR3) realizará Assembléia Geral Extraordinária no qual reunirá seus acionistas, onde será debatida a incorporação da Yaborã Indústria Aeronáutica. Camil (CAML3), Ânima I(ANIM3), BrasilAgro (AGRO3), fazem seu encontros durante a semana.  

Foto Destaque: Reprodução/DocSity

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