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Alemanha e China atentam para novos casos de Covid-19 em 2022

16 Mar 2022 - 11h55 | Atulizado em 16 Mar 2022 - 11h55
Alemanha e China atentam para novos casos de Covid-19 em 2022

Após dois anos de pandemia, o foco e preocupação com a Covid-19 parecem ter diminuído consideravelmente. No entanto, ainda que a variante Ômicron apresente menor letalidade e mesmo o Brasil, que outrora apresentou um péssimo quadro de infecções e mortes, já apresente, a passos curtos, uma melhoria significativa, notícias europeias parecem sinalizar negativamente para o relaxamento.

Mesmo a Europa, que já flexibilizava na maior parte de seus países as restrições, experimenta um aumento considerável de casos da doença, o que gera ondas de preocupação com a possibilidade de novo surto. A mesma situação se repete na Ásia, tendo a China imposto lockdown em cidades como Pequim, Xangai e Shenzen, importantes centros comerciais.

Reino Unido, Áustria, Holanda, Grécia, Alemanha, Suíça e Itália são os principais países europeus afetados pela nova onda, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, responsável pelo rastreamento da Covid-19. A Alemanha lidera a lista com um crescimento de casos diários, de 67 mil no dia 6 de março para 237 mil na última sexta-feira (11).


Lauterbach (à direita) em conferência sobre COVID-19 (Foto: Reprodução/Bayersricher Bundfunk).


Na sexta-feira, o ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, considerou a situação de seu país como “crítica”. Em conferência disse: “A Alemanha agora tem a maior incidência de coronavírus na Europa. Uma tendência de alta, várias mortes. As pessoas não vacinadas devem ser vacinadas com urgência”.

O ministro, no entanto, não convocou o país a adotar medidas mais rígidas, que nesta semana devem desaparecer em grande parte, mantendo-se apenas recursos básicos como uso de máscaras e testes. Para Expedito Luna, especialista em epidemiologia do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em entrevista para o G1, a resposta para o crescimento é comportamental.

"Eu acho que temos uma certa fadiga, um cansaço das medidas de distanciamento social, uso de máscara, tanto por parte das pessoas e quanto por parte dos governos. E há outras coisas que também afetam. Por exemplo, na França, a eleição presidencial está se aproximando, e há uma necessidade de contentar uma ala que protesta contra medidas de distanciamento", disse.

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images