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Alta do IPCA-15 não influencia subida de 1,5 ponto na taxa Selic

29 Nov 2021 - 08h00 | Atulizado em 29 Nov 2021 - 08h00
Alta do IPCA-15 não influencia subida de 1,5 ponto na taxa Selic

 

No mês de novembro o IPCA-15 apresentou ligeira subida que não era expectada pelo mercado. Mesmo assim nada vai mudar e o Banco Central continua com a medida de aperto e chega à 1,5 pp no Copom de dezembro.

Essa pontuação confirma a analise do mercado de que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, acha apropriada a direção. Isso depois de mostrar um tom dovish em sua última comunicação na quarta-feira (24/11), quando deixou claro sua posição expansionista, permissiva com a inflação e voltada inteiramente para a manutenção da economia e suas atividades. Para Roberto Campos Neto a alta dos preços é passageira.


Quais os rumos da economia brasileira para 2022? O cenário não parece ter vida (Foto:Reprodução/TheCapitalAdvisor)


Mesmo com a inflação generalizada mostrando evidencias de seus efeitos secundários, economistas dizem que a manutenção da cadência acontecerá apesar de todos os embaraços. Os serviços sofreram uma moderação na demanda e o setor de alimentos sofreu uma desaceleração, seus núcleos continuam pressionados.

A subida do IPCA-15 em novembro ficou em 1,17%, superando a expectativa que era de 1,13%, na maior flutuação para o mês, o que não acontecia desde 2002, afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Novamente onde mais se repercutiu os números apresentados foi no segmento de transportes, atrelados às constantes altas dos preços dos combustíveis.

Observe a analise de alguns especialistas no assunto:

 

Alberto Ramos é economista chefe para América Latina do Goldman Sachs.

- O BC deve manter o ritimo de alta de 1,5 pp da selic no próxoimo Copom em meio a inflação elevada disseminada e trazida pelo IPVA-15;

"No geral, a inflação é agora muito generalizada com evidências contudentes de efeitos secundrários significativos";

Núcleos elevados;

- O positivo foi a surpresa da menor inflação apresentada nos alimentos e bebidas e a leve moderação nos serviços; e leituras altas nos bens industriais e duráveis

 

Tatiana Nogueira é economista da XP Investimentos.

- Do lado negativo, os serviços protagonizaram uma queda e os preços da industria aumentaram além do que era esperado; Concentração de desvios na aliemtação fora de casa e em cuidados pessoais, setor que comumente é afligido pela volatilidade.

"Calibraremos nossas projeções e lançaremos nossas previsões. Por enquanto, mantemos estimativa do IPCA-15 em 10,1% em 2021.

 

Carlos Menezes é gestor da Gauss Capital

-Mercado com medo dos números;

-“Ontem a leitura do Campos Neto foi mais dove. E hoje ganhou força com um numero não tão forte”’ 

 

Elisa Machado é economista-chefe da ARX Investimentos

- "Temos visto o Focus com deterioração importante para 2022 e começando a subir expectativas para 2023"

 

Mauricio Une, economista sênior do Rabobank

- " Serviços e alimentação trouxeram um respiro em novembro";

- A avaliação é de que é possível voltarmos à meta no ano de 2023.

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Daniel Lima é economista e analista de inflação do ABC Brasil

"Apesar de a inflação continuar com quadro qualitativo desfavoravel, não achamos que o número do IPCA-15 fara uma mudança no Copom"

-"Atéw pelas sinalizações de ontem do Roberto de Campos Neto, parece que o BC segue confortável com ritmo de 150 bps"

- "Devemos Observar alguma melhora só daqui 2, 3 meses"

- "Gasolina é principal intem que deve contribuir com indice cheio, mantendo IPCA em niveis bastante altos"

 

Foto destaque: Reprodução/EstadodeMinas.

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