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Anac autoriza Gol e Azul a voar com número de comissários reduzido

18 Jan 2022 - 15h25 | Atulizado em 18 Jan 2022 - 15h25
Anac autoriza Gol e Azul a voar com número de comissários reduzido

A Azul e a Gol foram autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, a voar com um número reduzido de comissários de bordo nos aviões. O que antes eram quatro comissários, agora serão três. A Latam também realizou o pedido e aguarda a resposta.

Agora, a medida obriga as empresas a realocarem passageiros para outros voos, havendo limite de até 150 assentos em aviões com capacidade de até 186 passageiros. As três empresas, juntas, comandam 98,2% do mercado doméstico de aviação no Brasil, conforme mostra os dados da Anac relativos a novembro, os mais recentes disponíveis.

O avanço da variante ômicron é o motivo das companhias aéreas estarem fazendo esses pedidos. O vírus já causou afastamento de tripulantes das escalas de voo e também causou o cancelamento de voos. A variante provocou impacto, também, em outros setores da economia, como a área da saúde e comércio.

A autorização da Anac a Gol foi dada nesta segunda, 17, enquanto o aval à Azul, no dia 12 de janeiro. Será obrigatório às empresas a manterem um comissário para cada 50 passageiros, e assim, para voar com três comissários, os voos terão o número reduzido de passageiros.

Para a Gol, os Boeings 737-800 e 737 Max 8 poderão levar até 150 passageiros, se operar com três comissários. Esses aviões têm capacidade para 186 passageiros.

No caso da Azul, os voos com o Airbus A320 ficarão restritos a 150 assentos;  o avião consegue suportar até 174 passageiros. Nas aeronaves Embraer E195, poderá levar até 100 passageiros e dois comissários; o avião suporta até 118 passageiros.


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Avião da Azul no aeroporto de Santos Dumont (Foto: Reprodução/TV Globo/g1)


Ainda envolvendo a Azul, o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) recebeu uma denúncia de que a empresa estava operando com menos comissários antes da autorização da Anac. A companhia foi questionada pelo sindicato, que não obteve resposta.

Em uma nota, a Gol informou “que seguirá programando seus voos a serem realizados por aeronaves Boeing 737-800 e 737 MAX 8, com capacidade para 186 passageiros, para quatro comissários”.

A companhia também reforçou que a redução para três comissários será realizada em casos extremos para voos que tiverem 150 passageiros, no máximo. Assim, nenhum cliente será afetado.

Já a Latam informou que está no aguardo da autorização da Anac acerca do pedido de atuar com menos comissários.

Leia a nota da Gol na íntegra

A GOL Linhas Aéreas tem tomado medidas internas e externas, todas dentro das normas regulatórias, para garantir a operação de seus voos em meio ao registro de aumento de casos de Covid-19 e Influenza desde o início de janeiro. O resultado desse esforço está no fato de que, até o momento, nenhum voo da Companhia foi cancelado por este motivo.

Em relação à resolução da ANAC da última segunda-feira (17), adotaremos como medida preventiva, cujo objetivo principal é evitar cancelamentos e não afetar Clientes com voos programados nos próximos dias caso haja aumento de baixas médicas devido à Covid-19.

A GOL reforça que seguirá programando seus voos a serem realizados por aeronaves Boeing 737-800 e 737 MAX 8, com capacidade para 186 passageiros, para quatro comissários. A redução para três comissários será feita apenas em casos de extrema necessidade para os voos que tiverem no máximo 150 passageiros. Desta forma, nenhum Cliente será afetado. Até o momento, a GOL operou apenas um voo com três comissários em aeronave que viajou com 130 Clientes a bordo.

Muitos voos cancelados

Com o avanço do vírus H3N2 da influenza e da variante ômicron, as companhias aéreas estão dispensando muitos de seus tripulantes com sintomas de gripe para poderem realizar o isolamento.

Isso causou diversos cancelamentos de voos no início de 2022. A Azul foi a primeira afetada e a Latam teve 111 voos cancelados. A Anac afirmou estar  monitorando os casos de Covid-19 e de gripe entre pilotos, comissários e outros profissionais do setor aéreo, para minimizar os impactos nos voos.

Ao redor do mundo, o avanço do vírus e a necessidade de isolamento dos tripulantes potencialmente infectados levou a milhares de cancelamentos ou atrasos, tendo a maioria deles em aeroportos da China ou dos EUA, entre o período do Natal e Ano Novo.



Foto destaque: Reprodução/Sergio Moraes/Reuters