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Aumento de até 25% na conta de luz é aprovada pela Aneel

22 Abr 2022 - 11h00 | Atulizado em 22 Abr 2022 - 11h00
Aumento de até 25% na conta de luz é aprovada pela Aneel

Foi aprovada na última terça-feira (19), pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica, um aumento na conta de luz, que pode chegar até a 24,85%, nos estados da Bahia, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte. E este aumento ocorre dias após o presidente de República Jair Bolsonaro antecipar o fim da bandeira de escassez hídrica, que era uma taxa extra na conta de energia. De acordo com o governo, o fim desta taxa resultaria em uma queda nas contas de luz em cerca de 20%.

O estado com o maior reajuste será o Ceará, que com a autorização do aumento das tarifas pela Aneel, a conta de luz subirá 24,85% para os cearenses. Em segundo está a Bahia que registra alta de 21,13%.

Segundo a Aneel, com o fim da bandeira de escassez hídrica o efeito causado pelo reajuste tarifário em abril deve ser reduzido ou até mesmo anulado para os consumidores.


Agência Nacional de Enegia Elétrica informou aumento na conta de luz (Foto:Reprodução/Aldo.com)


A bandeira de escassez hídrica havia sido criada no ano passado pelo governo, no meio da crise energética. Que significava um adicional de 14,20 nas contas de luz para cada 100 kWh que eram consumidos, ficando em vigor de setembro de 2021 até 15 de abril deste ano. Desde sábado (16), a bandeira verde está em vigor, onde não existe uma cobrança adicional. A previsão da Aneel é que fique assim até o fim do ano.

As projeções feitas pela TR Soluções, que é uma empresa de tecnologia com especialização em tarifas de energia, indicam uma redução média de 12,5% nas contas de energia dos consumidores, pelo fim da bandeira de escassez hídrica.

"As projeções indicam ainda que, na comparação dos valores previstos para 2022 ante os pagos no ano passado, as tarifas de energia residenciais teriam uma alta média de 11,20% desconsiderando as bandeiras tarifárias. Mas, com o fim da bandeira da escassez hídrica, o efeito médio percebido pelo consumidor passa a ser de aumento de apenas 6,09% no ano", disse em nota a consultoria.

 

Foto Destaque:Reprodução/Veja.

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