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Blockchain e Criptos: os moldes da web 3.0

21 Jan 2022 - 20h16 | Atulizado em 21 Jan 2022 - 20h16
Blockchain e Criptos: os moldes da web 3.0

Desde o seu surgimento como Arpanet em 1969 que foi capaz de conectar duas universidades estadunidenses: Utah e Santa Bárbara. A internet vem ganhando cada vez mais espaço e se tornando algo indispensável nas relações humanas para muitas ações em diversas esferas. 

A primeira fase da internet, também conhecida como web 1.0 foi um momento após algumas décadas de sua descoberta em que parte do mundo já estava adotando a tecnologia como um item doméstico ou de trabalho, porém sua conexão era lenta e discada, o que fazia dela mais instável e portanto dificultava o acesso e a produção de conteúdo virtual. 

Em um segundo momento, a internet passou pela fase de web 2.0 onde ela passou a ter uma conexão melhor, mais eficiente, e estável permitindo assim diversos meios de comunicação surgirem a partir dela, para além disso, redes sociais que inclusive foram capazes de influenciar a partir da publicidade as eleições dos EUA, vide caso da empresa Cambrigde Analytica e o escândalo dos dados do facebook vazados.


 Modelos de moedas virtuais: (Foto/Imagem: Getty Images/Yahoo)


Nesse sentido, a web 3.0, que está se iniciando nessa década vem justamente para contrapor casos esquemáticos como esse, que repercutem até hoje, já que muitos dos dados vazados não eram só das pessoas que se submeteram ao teste de personalidade que coletava os dados, mas também dos amigos das pessoas que fizeram esse teste. Portanto, essa nova fase vai ser responsável por trazer maior privacidade para os usuários, sem que seus dados corram risco de serem expostos de alguma forma, e tudo isso graças em parte ao desenvolvimento da tecnologia dos blockchain e criptos. 

Esses artefatos criam um ambiente seguro para os ativos virtuais, já que é uma tecnologia que possibilita a marcação cronológica, a partir de um código matemático particular, que diferencia e identifica o ativo. Logo, é possível criar um ambiente descentralizado, onde o usuário que tiver a intenção de compartilhar seus dados poderá receber por isso, pois as informações pessoais nesse novo século passaram a ter sua importância e valor. 

O ponto negativo é que essa segurança e privacidade dos elementos só passou a ser pauta depois de uma gama considerável de informações já terem sido coletadas de diversos usuários. Mas, em contrapartida, em breve demais fatos importantes vão evitar de serem acumulados ao longo dos próximos anos.

A exemplo disso temos a nova tecnologia 5G que vai possibilitar o desenvolvimento da IoT - Internet das coisas, onde será aumentado significativamente o número de informações dos usuários pois ela possibilitará a conexão de itens inteligentes, como geladeira, ar condicionado, luzes e assim por diante na internet, o que por sua vez fará com que mais dados a respeito do usuário sejam criados.

 

Foto de Destaque: Descrção. Reprodução: Yuichiro Chino/Getty Images/Exame