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Bolsonaro acumula número de rejeição em corrida presidencial

10 Abr 2022 - 16h30 | Atulizado em 10 Abr 2022 - 16h30
Bolsonaro acumula número de rejeição em corrida presidencial

O Globo noticiou cenário desfavorável na corrida presencial de Bolsonaro, o qual segue acumulando rejeição em São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos mais importantes colégios eleitorais do país.

 

O Datafolha divulgou neste sábado (9) que 49% dos paulistas de 48% dos fluminenses consideram o governo atual ruim ou péssimo.

 

Pesquisas do Datafolha de março também apontam que houve redução da reprovação de Bolsonaro, de 53% para 46%. Não é acaso ou coincidência que isso ocorra, o atual presidente usa estratégia usada por seus antecessores que consiste em atender a segmentos da população nas áreas onde seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto é pior, como o eleitorado de menor renda e as mulheres. O resultado disso é simples, abrem-se os cofres, e as avaliações favorecem o sujeito.

 

O Auxílio Brasil tem sido o protagonista na nova tática de Jair Bolsonaro, programa que substituiu o Bolsa Família em 2021, acabou elevando os gastos com a transferência de renda de R$ 35 bilhões para R$ 91 bilhões por ano.


Presidente Jair Bolsonaro em coletiva. Foto: Correio.


Corte de Tributos, vale gás, crédito para mulheres empreendedoras e caminhoneiros, liberação de empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), redução do custo com a conta de luz depois da antecipação do fim taxa extra, e o saque de R$ 1.000 do FGTS para trabalhadores com carteira assinada, são outros exemplos.

O Governo também analisa a possibilidade de reajuste no salário de servidores e a tabela de do Imposto de Renda.

 

É interessante analisar a carência de apoio eleitoral de Bolsonaro no Rio de Janeiro e São Paulo, não só pelo peso quantitativo em quesito de escola eleitoral, mas pelo contexto social; Jair nasceu no interior de São Paulo e construiu sua carreira política no Rio, além disso, ambos os estados foram essenciais para a vitória eleitoral no segundo turno em 2018; panorama contrastante com o presente.

 

O aumento de manifestações críticas ao governo intensificou-se no período de início de pandemia; série de denúncias durante a CPI da Covid, e em setembro houve também manifestação de cunho golpista. No momento, 65% dos eleitores consideravam a gestão presidencial ruim ou péssima.

Na mesma pesquisa, foi analisado o perfil geral de eleitores que apoiam e desaprovam o atual governo. Pessoas com nível superior de ensino, mulheres, e o publico jovem mantem (e aumenta) olhar de reprovação. Já os 18% de São Paulo e os 12% do Rio de Janeiro que consideram a gestão boa ou ótima, estão acima da média quando analisados eleitores de renda maior e evangélicos.

 

 

Foto em destaque: Presidente Jair Bolsonaro. Reprodução/GettyImages.

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