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Bolsonaro critica lucros da Petrobras e diz que empresa lucra "o dobro das maiores petrolíferas do mundo"

12 Mai 2022 - 19h54 | Atulizado em 12 Mai 2022 - 19h54
Bolsonaro critica lucros da Petrobras e diz que empresa lucra

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma visita ao município de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo na tarde desta quinta-feira (12), e criticou novamente os lucros da Petrobras, mas ressaltou que só será feito alguma interferência por “vias legais”.

"Estamos buscando maneiras legais para fazer com que a Petrobras cumpra o seu papel social definido na Constituição e também em leis. Não podemos estar subordinados a decisões do conselho, que está abaixo obviamente de leis e da própria Constituição. Não haverá interferência na Petrobras a não ser pelas vias legais", afirmou o presidente.

Segundo o presidente, “o lucro da Petrobras está na casa dos 30%, o dobro das maiores petrolíferas do mundo”. Ele afirmou ainda que a empresa “está cada vez mais faturando mais em cima do sofrimento do povo brasileiro”.


Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro. (Repodução/G1)


Ao dizer que o diesel e o gás estão caros, o chefe do Executivo afirmou que "em grande parte (a culpa) deve-se a própria Petrobras, que tem lucros absurdos". Semana passada, a estatal divulgou um lucro líquido de R$ 44,56 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que o presidente considerou ser "absurdo" e "um estupro".

“O Brasil é um país que está tendo inflação, está tendo aumento de combustíveis. Sei disso e assumo a minha responsabilidade, mas isso se faz presente no mundo todo. No Brasil, nesse quesito, é um país daqueles que menos está sofrendo com a questão da inflação”, avaliou.

Apesar da inflação ter batido recordes em abril com o índice mensal mais alto para o mês em 26 anos e passando de 12% no acumulado de 12 meses, Bolsonaro disse que o Brasil é um dos países que "menos sofre com a questão da inflação”.

Os preços subiram mais por aqui em especial por causa da desvalorização do real e da queda de investimento estrangeiro. Estes fatores têm relação com o ambiente político do país o que inclui incertezas geradas pelo governo. Também entram na conta problemas como a alta nos combustíveis, a crise hídrica e o aumento na conta de luz, e questões climáticas que afetaram a agricultura.

 

Foto destaque: Presidente culpa a estatal pela alta nos preços dos combustivéis. Reprodução/Isto é Dinheiro.

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