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Brasileiros estão ultrapassando fronteira com Paraguai para abastecerem

05 Nov 2021 - 20h50 | Atulizado em 05 Nov 2021 - 20h50
Brasileiros estão ultrapassando fronteira com Paraguai para abastecerem

Com o preço nas alturas, motoristas de Ponta Porã (MS) ultrapassam a fronteira com o Paraguai, e caminham em direção a cidade de Pedro Juan Caballero. No município, a gasolina, o diesel e o álcool estão mais baratos que em território brasileiro, por isso a fuga desses motoristas a região.

 

Somente nesta última quinta-feira (4), o preço do litro da gasolina em Ponta Porã, estava em cerca de R$ 6,79, enquanto na cidade de Pedro Juan Caballero chegava a um pouco mais de R$ 5,20. Como um todo, dos 26 estados, 14 deles e o Distrito Federal já apresentam valores acima dos 7 reais.


Preço em alta da gasolina no Brasil. ( Foto: Reprodução/G1) 


Devido a essa discrepância entre os preços, brasileiros que moram no Mato Grosso do Sul, região mais próxima com a fronteira com o paraguai, separadas apenas por uma rua, estão mais frequentes nos postos do país. Em entrevista ao portal de notícias G1, a empresária Rosana Monteiro afirma que abastecer no Paraguai traz muita economia no final do mês. 

 

"Encho o tanque do carro duas vezes ao mês no país vizinho. Gasto em média R$ 490. No Brasil, passaria de R$ 600. É bem vantajoso em virtude de que o valor está mais caro no Brasil. Não abasteço no Brasil, só no Paraguai", explica Rosana.

 

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Outro personagem importante foi o professor Carlos Siqueira Antunes, morador de Ponta Porã, que aproveitou os preços baixos e encheu os dois carros da família. 

 

“Essa é uma situação que chega a ser inusitada. Basta atravessar a rua ou andar mais algumas quadras e a economia já está garantida”, explicou o professor. Ele afirmou ainda, que é muito raro abastecer no Brasil. “Já faço isso há muito tempo e não tenho do que reclamar”. relatou o brasileiro.

A Petrobras posiciona-se alegando que a alta nos preços tem causa no valor da gasolina no mercado internacional e no câmbio do dólar. Nesse sentido, mesmo que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tenha congelado por cerca de 3 meses (90 dias) o aumento do preço médio ponderado ao consumidor final, o fator do câmbio ainda consegue alterar os valores.

 

 

Foto Destaque:  Preços dos combustíveis, Brasil e  no Paraguai. Reprodução/Guilherme Papait