Moda

Bruna Linzmeyer posa para campanha no intervalo das gravações de Pantanal

27 Jan 2022 - 11h53 | Atulizado em 27 Jan 2022 - 11h53
 Bruna Linzmeyer posa para campanha no intervalo das gravações de Pantanal

Prestes a voltar ao horário nobre da TV com o remake da novela “Pantanal”, Bruna Linzmayer aproveitou um intervalo da intensa rotina de gravações para posar para a campanha da nova coleção da Mr. Cat, uma das maiores referências do país em calçados e acessórios. Num estúdio no Rio de Janeiro, com uma equipe formada apenas por mulheres, a atriz revelou detalhes da personagem Madeleine e das experiências que tem vivido no Mato Grosso do Sul, abriu o coração sobre suas crenças e do que acha do lugar de respeito que conquistou para falar de feminismo e questões LGBTQI+

“Estou trabalhando bastante entre os estúdios e a viagem para o Pantanal. Mas está sendo bom demais. Adoro um set de filmagem, adoro construir uma personagem e depois poder brincar com ela, descobrir novas coisas ao longo do caminho, no encontro com a direção, os outros atores, figurino, cenografia… O Pantanal é exuberante, imenso, aquele horizonte sem fim com milhões de passarinhos cantando o dia todo, de bichos livres e selvagens cruzando os caminhos. É bem emocionante. Ao mesmo tempo me impressiona também, enquanto vegetariana, a logística do gado, do consumo da carne, da soja. É um Brasil real, profundo e intenso”, diz ela


Bruna Linzmeyer posa para campanha da Mr. Cat. (Foto:Divulgação)


Na próxima novela das 21h, com estreia prevista para março, Bruna será Madeleine, uma menina mimada, de família desestruturada emocionalmente, que é “uma buscadora, inquieta”, nas palavras da atriz.

“Ela vai se decepcionando com a vida ao longo dos episódios, vai se amargurando. E o fato de ser muito mimada, de uma família rica desestruturada emocionalmente faz com que ela seja contraditória e descompensada na sua dor”, adianta.

Clicada por Juliana Rocha, com beleza assinada por Renata Brasil e styling de Patrícia Zuffa, a atriz conta que se sentiu poderosa na campanha da Mr. Cat, e que gosta de se montar “quando não tem que”.

“Quando estou a fim é uma farra. Monto quem eu quero ser naquele dia. A moda tem esse poder de ser um meio de expressão, altera como a gente se vê, como os outros veem a gente. A gente muda o tempo todo, o mundo muda, as águas correm… eu acho que eu assumo que essa mudança existe e me divirto com ela”.

Fã de sapatos confortáveis, tênis, saltos mais grossos e menores, a atriz diz que gosta dos modelos com mais personalidade, cores e formatos. Acha que são os sapatos que que definem a postura, o encaixe do quadril, o ritmo do andar.

“Sapato é também uma ótima forma de contrapor uma roupa, tipo alfaiataria e tênis, vestido e bota, calça jeans e salto”, fala.

Escorpiana, do dia 11/11, data conhecida como um poderoso portal de energia, Bruna conta que sua mãe, suas tias, avós, bisavós e tataravós são ou foram benzedeiras, parteiras e rezadeiras, mulheres que entendem de plantio e de chás e ervas.

“Sou de uma linhagem do que chamamos na minha família de bruxas. Minha família é multireligiosa, frequenta a Igreja Católica, terreiros de candomblé e centros espíritas. Apesar de eu não ter uma religião específica, tenho fé. Minha crença é no nosso poder individual e coletivo, enquanto parte da natureza".


Bruna Linzmeyer posa para campanha da Mr. Cat. (Foto: Divulgação)


Mas e quanto a esse poder para falar de feminismo e ocupar um lugar de respeito na batalha por conquistas LGBTQI+?

Me parece que o tempo não é linear. Tivemos muitas conquistas incríveis nas últimas décadas, mas perdemos muita coisa nos últimos anos. Como diz Bell Hooks, a liberdade é uma luta constante", frisa ela.

Para 2022, a atriz espera mais evoluções. Quer um resultado progressista e democrático nas eleições, acesso a uma alimentação melhor, “sem veneno”, como diz, e torce para que todos possam encontrar a alegria do cotidiano, as pequenas diversões do dia a dia.

“Além disso, todo o axé para a estreia de Pantanal, vida longa para os filmes que estou lançando, que estão circulando em festivais: “Uma Paciência Selvagem me Trouxe Até Aqui”, de Erica Sarmet, e “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira. Que a gente possa realizar mais filmes no nosso querido Brasil. No topo dos afazeres também estão mergulhar muito, caminhar muito no mato, namorar, dançar, ver muitos filmes, escrever e filmar outros, comer, beber e dormir”, conclui.

Foto Destaque: Bruna Linzmeyer. Divulgação