Saúde e Bem Estar

Câncer de próstata agressivo pode ser indicado através de bactérias na urina

22 Abr 2022 - 21h49 | Atulizado em 22 Abr 2022 - 21h49
Câncer de próstata agressivo pode ser indicado através de bactérias na urina

Foi divulgado pelos cientistas da universidade de East Anglia no Reino Unido, um estudo que identificou um elo entre a urina e a bactéria uma forma agressiva do câncer de próstata. Essa descoberta vai poder servir de base para maneiras novas de detectar e até mesmo prevenir tumores perigosos, dizem os pesquisadores.

Pelo que se sabe essas bactérias são causa direta do Câncer ou apenas um indicador útil de que há algo de errado no corpo humano. Mais estudos serão conduzidos pelos pesquisadores.

Para a ciência o câncer de próstata quase não oferece risco de morte, pois alguns tumores crescem muito lentamente e podem permanecer sem intervenção apenas sobre monitoramento. O objetivo do diagnóstico é que seja tratado rapidamente pelos homens que enfrentam formas agressivas de tumor ou evitar que outros passem por tratamentos necessários.

As formas preliminares são os exames diários, que atualmente estão disponíveis como o PSA (via coleta de sangue) e biópsia, que nem sempre oferecem precisão sobre a gravidade de um tumor. Nos estudos que foi divulgado pela universidade britânica e publicado na revista Europa, foram analisados os quadros de mais de 600 pacientes saudáveis ou que enfrentam câncer de próstata para estimar o quão seria útil em um teste bacteriano de urina.


Bactérias na urina e uma forma agressiva do câncer de próstata. Foto destaque: Reprodução/Getty Images


Entre as coisas que ainda não sabemos é como as pessoas pegam essas bactérias, se estão causando o câncer ou se uma resposta imunológica deficiente permite o crescimento delas. Mas esperamos que nossas descobertas e trabalhos futuros possam levar a novas opções de tratamento, para retardar ou impedir o desenvolvimento de câncer de próstata agressivo”, comenta a pesquisadora Rachel Hurst, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, uma das autoras do estudo recém-publicado.

É possível que algumas dessas bactérias produzam hormônios que impulsionam o desenvolvimento de tumores agressivos acreditam os cientistas.

Foto destaque: Reprodução/Freepik

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