Notícias

Casos de doenças em Brumadinho

07 Jul 2022 - 21h29 | Atulizado em 07 Jul 2022 - 21h29
Casos de doenças em Brumadinho

Anos após acontecimento Brumadinho apresenta precariedade na saúde.

Barragem da Vale no Córrego do Feijão anunciou quadro elevado de insegurança, que vão de doenças respiratórias a mentais.

Segundo pesquisas realizadas por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz de Minas Gerais com UFRJ durante a pandemia de COVID-19, de início a pesquisa tem como finalidade trazer um recorte da saúde do Município.

Estudo revela nível anormal de arsênio, chumbo e manganês no sangue e na urina dos adolescentes.

Na pesquisa, cientistas entrevistaram 3.080 pessoas a partir de 12 anos. 2.782 tiveram o sangue e urina coletados. Foram levantadas informações de 217 crianças (0 a 6 anos). 

Destas, 172 fizeram Exame de urina. O rompimento da barragem (Córrego da Mina do Feijão) aconteceu em 25 de janeiro, 2019.

Pesquisadores constataram que 28,9% dos adolescentes tinham arsênio total na urina acima do limite. 52,3% tinham manganês no sangue acima de 15 microgramas por litro, e 12,2% tinham níveis de chumbo no sangue superiores a 10 microgramas por decilitro.

Nos adultos 33,7% tinham níveis elevados de arsênio na urina, e 37% de manganês no sangue. Nas crianças de até 6 anos 50,6% das amostras de urina tinham pelo menos um metal acima do valor de referência, e, 41,9% um alto índice de arsênio. Córrego do Feijão, Parque da Cacheira e Pires foram os bairros mais afetados. O chumbo, um dos produtos citados não é absorvido pelo corpo humano, contudo, o dia a dia em constância interfere no processo cognitivo do indivíduo.

A próxima fase dos estudos está prevista para 2023. O coordenador-geral da pesquisa., Sérgio Peixoto, Fio Cruz-MG, e Universidade Geral do Estado de Minas Gerais que no geral a pesquisa é apenas para que se tenha um cuidado maior concernente aos sobreviventes.

Segundo ele, existem várias hipóteses. Os altos níveis de metais, o desastre de 2019, mas, o fato de a exposição não ser apenas em áreas atingidas a torna menos provável. Os anos de mineração em toda a região pode ser notável.

Os profissionais encontraram taxas de problemas respiratórios, hipertensão e doenças mentais superiores às da média da população nacional. (Pesquisa IBGE 2019). Em 25 de Janeiro 2019 houve o deslizamento, 270 pessoas não sobreviveram.

 

(Foto: Washington Alves/Reuters)

Mais Lidas