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Censura a filme de Danilo Gentili é suspensa pela Justiça Federal

06 Abr 2022 - 16h34 | Atulizado em 06 Abr 2022 - 16h34
Censura a filme de Danilo Gentili é suspensa pela Justiça Federal

O filme ‘Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola’, do apresentador e comediante Danilo Gentili, causou grande polêmica recentemente nas redes sociais, cinco anos após seu lançamento. A cena que gerou alvoroço foi acusada de fazer apologia á pedofilia e logo mutirões surgiram na internet pedindo a retirada da produção das plataformas de streaming.

Após o longa ter a classificação indicativa alterada para 18 anos, a Justiça Federal decidiu suspender o despacho da Secretaria Nacional do Consumidor que vetava a exibição do filme sob pena de multa de RS$50 mil por dia. A decisão foi tomada pela juíza Daniela Berwanger Martins, da 7° Vara Federal do Rio de Janeiro.

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De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a magistrada considerou que a mudança na classificação tornava a proibição do filme desnecessária.

“Muita gente pode não concordar com o filme, mas censurá-lo excede os limites de prerrogativas administrativas e funcionais, representa um ataque à liberdade de expressão e ao direito à informação. A ABI optou pelo mandado de segurança por entender que se trata de uma medida urgente pela preservação da democracia e da cidadania. No processo, instamos pela suspensão das medidas impostas contra as plataformas digitais que exibem o filme e também a suspensão de sanções administrativas que levem à judicialização e à criminalização da liberdade de expressão”, explicou o advogado Carlos Nicodemos, representante jurídico da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).



O vídeo que circulou na internet criticando o filme mostra a cena em que um homem adulto (interpretado por Fábio Porchat) tenta abusar sexualmente dos dois protagonistas adolescentes.

Alguns usuários concordaram com a censura do filme, já outros apontaram a possibilidade de ter sito uma estratégia de apoiadores do governo de Jair Bolsonaro (PL) para tirar a atenção do aumento absurdo no preço dos combustíveis.

Foto destaque: Reprodução/ParisFilmes