Saúde e Bem Estar

Cerca de 50% das pessoas que já tiveram Covid podem apresentar sequelas por mais de um ano

12 Mai 2022 - 11h11 | Atulizado em 12 Mai 2022 - 11h11
Cerca de 50% das pessoas que já tiveram Covid podem apresentar sequelas por mais de um ano

Pessoas contaminadas pela Covid-19 podem manter as sequelas por até mais de um ano. Segundo a Fiocruz, mesmo após serem infectados, pacientes apresentam sequelas por tempo indeterminado. Cerca de metade dos infectados estão apresentando sequelas duradouras.

A Fundação Oswaldo Cruz, também conhecida como Fiocruz, apresentou um estudo em que 50% dos infectados estão sofrendo sequelas longas, podendo durar mais de um ano. Pesquisadores da fundação identificaram mais de 20 sintomas que ainda perduram nos pacientes infectados após o contágio da Covid. 

Sintomas como cansaço extremo, dificuldades respiratórias, fadiga, insônia. Porém, o mais identificado e reclamado pelos pacientes é a fadiga. 

Essa pesquisa foi publicada na Academia de Oxford e apresentou diversos dados importantes. Primeiramente, a pesquisa usou 646 pacientes que foram infectados entre os anos de 2020 e 2021. Destes, 324 mantiveram sintomas após a infecção. Segundo a OMS, considera-se como Covid longo.


Paciente em reabilitação pós Covid longa. (Foto: Reprodução/Geovana Albuquerque/Agência Saúde)


Das 324 pessoas, 115 apresentaram sintomas de fadiga. Entre os outros sintomas que ainda assolavam os infectados após o Covid-19 foram tosse frequente, falta de ar, dores de cabeça, perda do olfato ou do paladar e trombose, essa em menor incidência(6% dos 324). 

A pesquisadora que estava à frente do estudo, Rafaella Fortini, explicou que muitos dos sintomas se mantiveram durante 14 meses, tempo que a pesquisa foi realizada. A exceção entre os sintomas foi a trombose, a qual o paciente se trata em até cinco meses. 

Dos infectados que tiveram sintomas no pós da doença, ocorreram sintomas desde os casos mais leves até os mais graves da Covid. A presença das comorbidades encontradas entre os pacientes, foram sete, acabou interferindo na duração mais longa das sequelas. 

O monitoramento da persistência das sequelas foi feito através de entrevistas, uma por mês, durante os 14 meses de pesquisa e estudo dos casos. O estudo da Fiocruz frisa a importância de se monitorar os sintomas, caso eles persistam após a infecção da Covid-19. 

 

Foto Destaque: Mulher sendo atendida após manter sequelas da Covid-19 após infecção. Reprodução/Getty Images