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Cesta de itens para Páscoa sobe menos que a inflação, afirma FGV

01 Abr 2022 - 21h56 | Atulizado em 01 Abr 2022 - 21h56
Cesta de itens para Páscoa sobe menos que a inflação, afirma FGV

Os alimentos mais presentes na tradicional cesta de Páscoa brasileira, registraram aumento médio de 3,93%, entre abril de 2021 e março deste ano. A taxa ficou bem abaixo da inflação acumulada no período, de acordo com o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor - Mercado) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que foi de 9,18%.

Segundo a pesquisa, os produtos que mais aumentaram de preço foram os relacionados ao hortifruti, como a couve (21,50%) e a batata-inglesa (18,43%). Logo depois, seguem as proteínas e os importados, como a sardinha em conserva (16,44%), azeite (15,63%) e azeitona em conserva (14,38%). O bacalhau, principal item do almoço de Páscoa, teve um aumento de 11,50%, seguido do ovo (9,89%) e os pescados frescos (8,33%).


Preço do bacalhau subiu 11,50% este ano. (Reprodução/TeleCulinária)


Para o economista e pesquisador do FGV e do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), Matheus Peçanha, era esperada uma taxa maior nas mercadorias em relação à inflação acumulada, já que houve uma grande disparidade nos valores.

“O que estamos sofrendo de raiz da inflação são frutos do clima. Sofremos muito com o fenômeno La niña, que ocorreu no final de 2020 e início de 2021. Quando eliminamos o problema da seca, veio um verão com moções em lugares específicos que derrubaram a oferta e as safras. A boa notícia é que essa característica é passageira. Devemos ter uma safra produzida sobre condições climáticas melhores em abril e, no mês de maio, esperamos que os preços voltem ao normal”. Aponta o pesquisador.

Os chocolates para a Páscoa também apresentam diferença nos preços deste ano, uma pesquisa feita pelo Procon em São Paulo, apontou que um mesmo tablete de chocolate pode custar 224% a mais na internet em comparação a outro estabelecimento.

De acordo com o Procon, a pesquisa feita neste ano apontou um aumento de 2,36% no preço médio dos bombons, de 13,02% nos tabletes de chocolate e de 19,53% no preço dos ovos de Páscoa em relação à Páscoa do ano passado.

 

Foto destaque: Especialistas recomendam que o consumidor faça uma pesquisa em diferentes lojas antes de efetuar a compra. Reprodução/Repórter Diário.

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