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Colisão de planetas destruídos em anã branca são flagrados pela primeira vez

11 Fev 2022 - 20h12 | Atulizado em 11 Fev 2022 - 20h12
Colisão de planetas destruídos em anã branca são flagrados pela primeira vez

Um estudo publicado nesta quarta, 9, na revista Nature, astrônomos observaram o triste final de um sistema planetário devido à morte de sua estrela. Eles registraram pela primeira vez detritos de planetas destruídos afetando a superfície de uma anã branca.

Pesquisadores detectaram um acréscimo de material rochoso na estrela intitulada G29-38, confirmando anos de evidências indiretas em outras mais estrelas. O acontecimento foi há bilhões de anos após a formação do sistema planetário.

Durante décadas, cientistas usaram espectroscopia em comprimentos de onda ópticos e ultravioleta para calcular a abundância de elementos oriundos dos astros até a superfície dessa estrela. A estimativa é de 25 a 50% das anãs brancas tenham suas atmosferas poluídas por elementos pesados, como ferro, magnésio e cálcio.

Porém, não havia evidências suficientes do material dos planetas sendo puxado para a atmosfera da estrela em questão. Por isso os cientistas da Universidade de Warwick, Inglaterra, usaram o Observatório de raios-X Chandra, da Nasa, com o intuito de detectar essa matéria. Usando o telescópio, isolaram a anã branca emissora de raios-x em relação a outras fontes de radiação.


Universidade de Warwick, onde ocorreu parte da pesquisa. (Foto: Reprodução/Alamy/The Times)


Uma anã branca significa que ela já queimou por completo seu combustível, e derramou suas camadas externas, destruindo corpos celestes ao redor. Com o material dos planetas sendo atraído pela estrela, os detritos batem em sua superfície, quando um plasma aquecido pelo choque é formado.

Essa substância com altíssimas temperaturas esfria, emitindo os raios-x. Detectar essa forma de radiação é desafiador porque com a pequena quantidade que atinge a Terra fica difícil de medir entre tantas fontes de raios-x no céu.


Representação gráfica de um anã branca (Foto: Reprodução/University of Warwick/Mark Garlick)


Os cientistas estimam, também, que mais de 300 mil anãs brancas estejam acumulando os detritos de planetas e outros objetos em sua órbita. Essa descoberta feita na pesquisa, além de inédita, traz uma nova técnica, podendo trazer vantagens para estudos futuros.

Conforme conta em um comunicado, Tim Cunningham, cientista do Departamento de Física da Universidade de Warwick e líder da pesquisa, a técnica com raios-x permite estudar os sistemas e oferecendo um vislumbre do provável destino dos milhares de sistemas exoplanetários conhecidos, incluindo nosso próprio Sistema Solar”.



Foto destaque: Reprodução/The Independent