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Com expectativa de eleição de interino, presidente em exercício da CBF prevê Assembleia Geral para janeiro

11 Dez 2021 - 13h07 | Atulizado em 11 Dez 2021 - 13h07
Com expectativa de eleição de interino, presidente em exercício da CBF prevê Assembleia Geral para janeiro

O presidente em exercício da CBF, Ednaldo Rodrigues, tem expectativa de que a Assembleia Geral ocorra em janeiro. Nela, a punição de Rogério Caboclo deve ser decidida e, tendo a ratificação da suspensão, haverá a eleição do interino. Caboclo está afastado do cargo até março de 2023 pelo Comitê de Ética da CBF após denúncias de assédio moral e sexual dentro da instituição. Existia a expectativa de que a Assembleia ocorresse este ano, mas Rodrigues acredita não haver tempo. O presidente em exercício se colocou à disposição para seguir como interino.

Além de Rodrigues, o ex-presidente da Federação de Alagoas de Futebol, Gustavo Feijó, também manifestou interesse no cargo. Feijó é um dos oito vice-presidentes eleitos em 2018, únicos elegíveis para o cargo.

“A Comissão de Ética puniu o presidente afastado, Rogério Caboclo por mais 20 meses, no dia 30 de novembro. Dia 2 (dezembro), houve também uma intervenção que tinha sido cassada. Naquele período, para fazer uma convocação de Assembleia Geral, seria um tempo muito curto, principalmente em se tratando de muitas programações que a CBF está participando. A festa de premiação hoje, no dia 12 vai haver o primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Dia 13, em São Paulo, tem o lançamento da Copa São Paulo de Futebol Júnior. No dia 15, a decisão da Copa do Brasil no Paraná. E no dia 16 é o recesso do futebol brasileiro. Portanto, não teria condições de fazer uma Assembleia esse ano, ficaria sem foco e poderia não ter os 27 presidentes de federações. E nós queremos que essa Assembleia aconteça com a mais absoluta lisura e transparência”, disse Rodrigues.


Ednaldo Rodrigues entregando troféu a Tamires, jogadora do Corinthians. (Foto:Reprodução/Lucas Figueiredo/CBF)


“Em janeiro (realizamos a Assembleia), no melhor momento que for possível, para que todos possam participar. Primeiro, da ratificação da punição imposta pela Comissão de Ética. E, depois, do processo eletivo”, disse Rodrigues complementando, antes de se colocar à disposição do cargo.

Durante a festividade, ao serem questionados pelo GE, alguns presidentes de clubes mantiveram-se cautelosos sobre a posicionamento da eleição iminente. A cautela também foi presente entre os dirigentes de federações, visto que a eleição passa necessariamente pela punição de Rogério Caboclo na Assembleia Geral.

Foto destaque: Nova sede da CBF. Reprodução/Lucas Figueiredo/CBF