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Conheça a história de uma das mulheres mais respeitadas do Brasil, Renata Vichi, de estagiária a presidente da kopenhagen

16 Nov 2021 - 21h30 | Atulizado em 16 Nov 2021 - 21h30
Conheça a história de uma das mulheres mais respeitadas do Brasil, Renata Vichi, de estagiária a presidente da kopenhagen

Para a presidente do Grupo CRM, que tem em sua prateleira marcas como a Kopenhagem e a Brasil Cacau Show, o envolvimento dos herdeiros contribuindo e colaborando com os negócios da família é um diferencial para a empresa.

Renata Vichi assumiu o Grupo CRM em 2020 e foi a responsável por trazer inovação e repensar estratégias que levaram a companhia ao patamar atual no mercado. Prova disso é que mesmo nesse período de pandemia, as unidades físicas registraram um crescimento de 15% graças as inovações digitais que aperfeiçoaram e facilitaram a relação com o cliente.

Mas engana-se quem acha que ela se transformou nessa mulher de negócios da noite para o dia. Renata literalmente começou por baixo. Mesmo sendo filha do homem que controlava a companhia de chocolate, ela iniciou sua jornada na empresa como uma jovem estagiária de 16 anos, na área de marketing.


As ousadas inovações de Renata Vichi transformaram a empresa da família. Foto (Reprodução/VoceSA)


Após acumular experiência  e conhecimentos, foi promovida a diretora de marketing  e comercial. Nesse período Renata pode mostrar sua ousadia inovando com estratégias que a ajudaram a superar desafios. Essa liderança contribuiu para que ela conquistasse a confiança de toda a companhia. Em seguida foi nomeada vice-presidente.

No mês de março de 2020, ela foi empossada como presidente do empreendimento que se transformaria no Grupo CRM, que é dono das marcas Chocolates Brasil Cacau Show e Kop Koffee. E tem feito um excelente trabalho. Só na última páscoa a empresa apontou seu melhor resultado em 93 anos de história.

A empresaria afirmou em entrevista à Forbes que a presença dos herdeiros colaborando com os negócios da família, e ela mostra seu exemplo, sem dúvida pode fazer o diferencial para a saúde do empreendimento.

Quando o herdeiro começa a trabalhar cedo, ha uma junção valiosa de experiência das gerações anteriores com a atitude das gerações novas. Eu cheguei a Kopenhagem com uma pauta diferente, provocando o sistema e quebrando o status quo. Hoje, a CRM tem muito mais cara de Renata do que de Celso”


Renata com seu pai (esqu.) no dia em que fecharam parceria com a Lindit & Sprüngli, cia de chocolates suiços. Foto (Reprodução/ValorEconômico)


A empreendedora foi a idealizadora da marca Brasil Cacau Show, no ano de 2009. Em 2019 ela ousou ainda mais e criou a Kop Koffee. Essa atitude empreendedora possibilitou um aumento no tamanho da empresa e o resultado se deu na forja do Grupo CRM. “Em 2009, existia um momento econômico muito favorável para o consumo da classe D. Eu via o limite de expansão da Kopenhagem, que ja tinha 200 lojas, e não queria fazer dele algo limitante. Então surgiu a Brasil Cacau”, conta Renata Vichi.

O objetivo da criação da nova marca era dar oportunidade para o consumidor adquirir  um chocolate de qualidade por um valor módico. Ou nas palavras de Renata “Democratizar o chocolate de qualidade no Brasil”. Quando idealizou a nova marca, ela pensou em uma experiência voltada para o paladar do consumidor. E isso foi possível somente por ter acumulado conhecimento desde sua época de estagiária. " Para mim foi essencial começar na empresa já jovem, trazendo frescor para a operação”, disse Renata.

Ela comentou na entrevista que em todos os 25 anos na CRM, seu maior desafio foi se constituir como uma líder dentro da empresa. “eu era um general. sempre fui muito disciplinada e um pouco extremista”, lembrou. 

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Atualmente ela declara que seu foco dentro da empresa é a gestão de pessoas. Para a presidente do grupo, é preciso envolver os funcionários pois eles são seus maiores colaboradores e responsáveis pelo crescimento da companhia. Isso só acontece se eles tiverem paixão pelos valores da empresa. " Empresas que tem bons talentos são empresas com lideranças mais atuais, voltadas para a inspiração”, explica.

Mesmo com sua história de envolvimento nos negócios da família desde muito jovem, ela não vê seu herdeiro, que tem 15 anos, trabalhando na empresa da família. “Acho que ele vai para o mundo das finanças. Eu fui muito incentivada a ser quem eu quisesse ser, então! tento fazer o mesmo com ele”, afirma.

Esse ano de 2021 a companhia teve um crescimento de 35% se comparado à 2019, abrindo 100 lojas. Em 2022 as pretensões do grupo tem como principais metas inaugurar mais 100 lojas e aperfeiçoar os canais digitais. A presidente da Kopenhagem também faz parte do conselho de administração da rede Arezzo. 

 

Foto destaque (Reprodução/IstoéDinheiro)