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CoolSculpting: Procedimento que deformou o corpo de Linda Evangelista

18 Fev 2022 - 20h23 | Atulizado em 18 Fev 2022 - 20h23
CoolSculpting: Procedimento que deformou o corpo de Linda Evangelista

A supermodelo canadense, Linda Evangelista, cede entrevista para a revista People e relata que após um procedimento mal-sucedido que desfigurou seu corpo, não se sente a mesma e alerta algumas pessoas, afirmando: "Por que sentimos a necessidade de fazer essas coisas [com nossos corpos]?". Além disso, diz: "Espero poder me livrar um pouco da vergonha e ajudar outras pessoas que estão na mesma situação que eu". Acompanhe a trajetória de Linda com o CoolSculpting.



A modelo revela que se submeteu ao procedimento CoolSculpting, conhecido como criolipólise. É um método aprovado pela Food and Drug Administration, que significa Administração de Comidas e Remédios (FDA) e, no Brasil, pela Anvisa. É uma sáida para quem não quer fazer a lipoaspiração, mas almeja o mesmo resultado. Ele é feito assim: Um rolo de gordura é colocado entre duas pás, que resfriam a região para uma temperatura abaixo de zero, destruindo as células de gordura.

Embora, os riscos sejam pequenos, a modelo não escapou deles e a consequência disso foi um raro efeito colateral: Hiperplasia adiposa paradoxal (HAP), o tecido adiposo da modelo que  engrossou e se expandiu ao invés de reduzir. Linda Evangelista ficou entristecida com o resultado que permaneceu reclusa durantes os útlimos 6 anos. 

A modelo relata que se sente "permanentemente deformada" e "brutalmente desfigurada". Linda afirma: "Eu não me olho mais no espelho. Não parece comigo". Com isso, ela se submeteu às cirurgias de lipoaspiração para tentar reverter o efeito que o procedimento de CoolSculpting causou em seu corpo.


Linda Evangelista para capa da revista People (Foto: Reprodução/ Revista People)


O dermatologista Luann Lôbo, explica que a CoolSculpting é um tipo de congelamento de gordura muito potente. Por isso, é de uso exclusivo médico e só pode ser realizada por cirurgiões plásticos e dermatologistas. Embora seja um método seguro e aprovado pela FDA e pela Anvisa ainda há riscos e por isso as pessoas que se submetem a esse tipo de criolipólise devem assinar um termo de consentimento. Caso aconteça algo de errado, a CoolSculpting Inc se responsabiliza em custear todo e qualquer tratamento que venha a ser necessário.

A assessoria de imprensa da modelo canadense afirma que ela só foi avisada desse possível efeito colateral após realizar o procedimento e por isso, Linda Evangelista pede US$ 50 milhões em indenização por perda de renda e sofrimento emocional, sob alegação de que não consegue trabalhar e nem modelar desde 2016.

Foto destaque: Linda Evangelista mais jovem. Reprodução/ Divulgação.