Saúde e Bem Estar

DPOC: Entenda a doença pulmonar que afeta o cantor João Gordo e a população

30 Jun 2022 - 11h30 | Atulizado em 30 Jun 2022 - 11h30
DPOC: Entenda a doença pulmonar que afeta o cantor João Gordo e a população

O cantor e apresentador, de 58 anos de idade, revelou no dia 29 de junho, que sofre da doença pulmonar obstrutiva crônica. Seus seguidores ficaram surpresos com a notícia, no entanto, é uma doença bastante conhecida, afetando em média 384 milhões de pessoas no mundo e matando cerca de 3 milhões por ano, segundo a OMS. João Gordo contou em suas redes sociais que não está morrendo, mas a doença é séria e pode levar à morte, explicando: "Quando muda o tempo, inverno, eu fico cheio de catarro e não consigo dormir. Eu tenho que ficar fazendo inalação e medindo com o oxímetro no dedo toda hora."

A doença pulmonar obstrutiva crônica, ou DPOC, é considerada uma doença grave, sendo mais comum em homens com mais de 40 anos e que não tem cura, apenas tratamentos que ajudam a controlar. Causando obstrução das vias aéreas e dificultando a respiração do indivíduo. Desta forma, ela se desenvolve a partir de casos persistentes como bronquite ou enfisemas pulmonar.


João Gordo com inalador respiratório. (Foto: Reprodução/Instagram)


Na bronquite, por exemplo, há produção de muco e inflamação nas vias aéreas. Já no enfisema pulmonar suas principais causas são o tabagismo, com a destruição dos alvéolos que são as estruturas responsáveis pelo fluxo de ar dos pulmões. Atingindo também em exposições de fumaças desde à ambientes com poluição, cigarros, sendo fumante ativo ou passivo, trabalhos expostos à fumaça em ambiente de lenhas ou carvoarias todos podem influenciar na doença.

Quais seus principais sintomas e influências?


Imagem ilustrativa explicando a doença pulmonar crônica. (Foto: Reprodução/MedicinaMitos&Verdades)


Os principais são a falta de ar aparecendo em qualquer esforço, agravando com o tempo suas atividades diárias como caminhar e trocar de roupas, pigarro, tosses crônicas, e pela manhã um aumento de tosse com secreção. Como dito, o tabagismo é o principal fator de risco para doença pulmonar crônica, e a quantidade de tempo do fumante influência na evolução da doença, além de outros tipos de fumos como o cachimbo, narguilé e maconha.

Outro fator recente são os famosos cigarros eletrônicos da ‘moda’, de acordo com estudos, o vapor dos dispositivos também agrava a DPOC. Causando sintomas de tosse e falta de ar, em enfisema e na bronquite: “Vários estudos demonstraram que os cigarros eletrônicos aumentam o risco de infarto agudo do miocárdio e doenças respiratórias e pulmonares, como a asma”, alerta o Dr. Martinelli, no portal cuidados pela vida.

Dificuldades no diagnóstico e recomendações

O diretor científico da SBPT, médico pneumologista José Antônio Baddini Martinez explica para o G1 que a dificuldade em diagnosticar ocorre por muitas cidades não terem acesso ao exame espirometria que identifica DPOC, e pelo fato que os pacientes não interpretarem os sintomas como uma doença. "Muitos idosos atribuem o cansaço e falta de ar ao envelhecimento, não reconhecendo que estão, na verdade, doentes”, diz Martinez.

“O mesmo acontece com fumantes, que atribuem a tosse e o pigarro aos cigarros, mas não à doença provocada pelos cigarros. Eles acreditam que quando pararem de fumar tudo vai voltar ao normal, o que não é verdade”, explica o diretor científico. É recomendado em casos de sintomas sempre se consultar com um médico pneumologista para ter o devido diagnóstico e um tratamento adequado.

Foto destaque: Cantor e apresentador João Gordo. Reprodução/Instagram