Saúde e Bem Estar

De acordo com relatório, os casos de diabetes cresceram desde 2019

07 Nov 2021 - 11h35 | Atulizado em 07 Nov 2021 - 11h35
De acordo com relatório, os casos de diabetes cresceram desde 2019

A Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) apresentou dados preliminares que aponta que 537 milhões de adultos com 20 a 79 anos tem diabetes em todo mundo, o que equivale a 1 em cada 10 pessoas possuem a doença.

De acordo com o relatório, desde os dados precedentes de 2019, ocorreu um aumento de 16% nos casos de diabetes. Na última publicação o número de pessoas vivendo com as doenças eram 463 milhões.

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(Foto: Reprodução/Tesa Robbins/Pixabay)


 

Confira alguns desfechos do Atlas Diabetes 2021:

 

· 537 milhões de pessoas tem diabetes o que corresponde a 1 em cada 10 adultos

· Entre 2019 e 2021 ocorreu um crescimento de 16% nos casos de diabetes

· Até 2030 é previsto que aumente para 643 milhões de adultos com a doença. O número deve aumentar para 783 milhões até 2045.

· O total de adultos que não sabem que tem a diabetes chega a 240 milhões e 81% dessas pessoas encontram-se em países de renda baixa e média.

· É estimado que cerca de 6,7 milhões de pessoas morreram pela doença ou suas complicações nesse ano – um número de 12,2% das mortes mundiais por todas causas.

·Essa doença é silenciosa e não tem cura. Por este motivo, muitas pessoas acabam não recebendo o diagnóstico. De acordo com o relatório, o número de adultos que vivem com a doença, mas não sabem é de 44,7%.

 

Os números preocupam, já que tem tratamento para a diabetes. Sem esses cuidados, a doença pode causar complicações sérias para a saúde como cegueira, derrames, insuficiência renal, ataques cardíacos e pode leva até à óbito.

Cesar Boguszewski, é presidente da SBEM ( Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e fala sobre os dados da doença: “Esses dados são alarmantes e preocupam a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que já reconhece que se trata de uma pandemia mundial. Muitos dos pacientes adultos, com diabetes do tipo 2, são assintomáticos e a doença vai se desenvolvendo ao longo do tempo."

 

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No dia 6 de dezembro será divulgado o Atlas Diabetes 2021.

 

Boguszewski alerta que: "o diabetes é uma doença traiçoeira, ele pode não se manifestar com muitos sintomas e já aparecer com complicações porque o excesso do açúcar no sangue acaba comprometendo vários órgãos, por afetar a parte vascular e nervosa.” E acrescenta que:”A doença é uma das principais causas das doenças vasculares e cardíacas, como infarto agudo do miocárdio e os derrames vasculares. Também atinge os pequenos vasos, então é uma das principais causas de perda de visão na população adulta, de insuficiência renal crônica e da necessidade de hemodiálise."

 

A diabetes tem 2 tipos que são mais comuns, são eles o tipo 1 e tipo 2. Veja a diferença entre eles:

 

Tipo 1

Esse é considerado autoimune, ou seja, quando o próprio sistema imunológico do paciente agride as células do pâncreas que fazem a produção da insulina. Ainda não se conhece as causas exatas, porém a uma ligação com a junção de situações genéticas e ambientais. Esse tipo de diabetes é mais comum em adolescentes e crianças e não existe forma de se precaver.

Nesse caso é mais comum sentir sede, emagrecer, ter cansaço, fazer muito xixi e sentir fraqueza. Com atividades físicas, alimentação planejada, remédios e insulina é feito o tratamento deste tipo 1.

 

Tipo 2

Esse corresponde a 90% de todos os casos da diabetes sendo o mais comum. O tipo 2 acontece quando o organismo do paciente não usa de forma correta a insulina que fornece ou não fabrica insulina suficiente para administrar a taxa de glicemia. Esse tipo atinge com uma frequência maior os adultos e tem relação com sobrepeso, dieta inapropriada e sedentarismo. Os sinais mais comuns do tipo 2 são muito xixi, formiga no vaso sanitário, fraqueza, maior apetite, candidíase e dor nas pernas. Como comportamentos saudáveis pode se prevenir ou desacelerar o tipo 2, entre eles estão fazer atividades físicas, alimentação, evitar o tabaco e o consumo de álcool.

 

Foto destaque:  Reprodução/Steve Buissinne/ Pixabay