Celebridades

Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, comenta decisão judicial contra pastor que desejou morte do seu filho

28 Abr 2022 - 20h53 | Atulizado em 28 Abr 2022 - 20h53
Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, comenta decisão judicial contra pastor que desejou morte do seu filho

A mãe do humorista Paulo Gustavo, que tinha 42 anos de idade e morreu no dia 4 de maio de 2021, vítima de complicações causadas pela Covid-19, usou seu perfil no Instagram nesta quarta-feira (27) para comentar sobre a condenação, imposta pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), ao pastor José Olímpio pelo crime de homofobia praticado contra seu filho. Em abril de 2021, o líder religioso afirmou que estava “orando pela morte do ator”, que lutava pela vida contra o novo coronavírus. “Ele orou pela morte de meu filho e eu rezo para que ele viva bastante para se arrepender de seus pecados”, escreveu Déa Lúcia, mãe do ator, em sua rede social.



A apresentadora e atriz Regina Casé foi uma das pessoas a comentar na publicação de Déa. “Minha amiga tão querida… Que o amor de sua filha, seus netos, amigos e amores seja um escudo para toda essa maldade! Para você todo meu carinho e amor!”, afirmou a apresentadora que trabalhou com Paulo Gustavo no programa Esquenta.


Déa foi a inspiração de Paulo para criar a Dona Hermínia. (Foto: Reprodução/WeHeart It)


Quem também passou pela postagem, foi a humorista Katiuscia Canoro: “Déa querida, receba todo meu amor, estarei sempre aqui para vocês”, disse a atriz que contracenava com Paulo Gustavo no humorístico A Vila, do Multishow. “Bem feito. A justiça divina é a que importa. Te amo, Déa”, comentou Ingrid Guimarães. Malu Valle escreveu: “Muito bom ver a justiça acontecer!”. “Dona Déa, que Deus te proteja sempre. A sua força e da Ju Amaral são inacreditáveis!”, foi o que disse a apresentadora Tatá Werneck.

Condenado

Segundo o portal Metrópoles, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) anunciou, nesta quarta-feira (27), a condenação do pastor José Olímpio pelo crime de homofobia praticado contra o ator Paulo Gustavo.

“O pastor José Olímpio prestará serviço à comunidade pelo tempo da pena, durante seis horas semanais e pagará 30 salários-mínimos, que serão revertidos para o grupo ou organização não governamental de Alagoas com atuação em favor da comunidade LGBTQIA+”, explicava o comunicado oficial.

O pastor apagou a postagem, pediu desculpas e entregou seu cargo. Ele foi denunciado por praticar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional – racismo.


Pastor disse que iria orar pela morte de Paulo Gustavo. (Foto: Reprodução/Internet)


“No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo”, disse o magistrado, em trecho da decisão que foi divulgado pelo portal.

A pena que deveria ser cumprida inicialmente em regime aberto, com reclusão de 2 anos e 9 meses de prisão, foi convertida em prestação de serviços à comunidade. O pastor poderá recorrer em liberdade, caso deseje.

 

Foto destaque: Déa Lúcia e Paulo Gustavo. Reprodução/Divulgação