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Desenvolvedora do Minecraft proíbe o uso de NFTs

22 Jul 2022 - 22h00 | Atulizado em 22 Jul 2022 - 22h00
Desenvolvedora do Minecraft proíbe o uso de NFTs

A Mojang, informou nesta sexta-feira (22), em nota no seu blog que não dará suporte a projetos em blockchain, incluindo os NFTs. O estúdio da Microsoft, proibirá o comércio de produtos criptomoedas. “O blockchain ou ativos derivados não podem estar integrados às nossas plataformas”, diz a nota. Segundo a empresa, o objetivo é “permitir que os jogadores de Minecraft possam ter segurança em suas dinâmicas”.

Segunda a Mojang, os NFTs “criam espaços de exclusão que conflitam com diretrizes da plataforma”. Caroline Nunes CEO da InspireIp, empresa que lançou a Origgio, marketplace sustentável de NFT, argumenta que não é bom que a indústria de games seja resistente aos NFTs.


Minecraft (Foto: site do Minecraft)


A ironia é que as NFTs trazem muito mais poder para os jogadores, na medida em que permitem que eles realmente possuam os itens comprados dentro dos jogos. As declarações da desenvolvedora do Minecraft colocam a blockchain e os NFTs como vilões, dando a entender que não são tecnologias seguras, quando na verdade é um dos protocolos mais seguros que temos atualmente”, diz Carolina. A executiva reforça que o discurso da desenvolvedora de Minecraft “é raso” e vai no sentido oposto. “É um balde de água fria para a comunidade da Web3, e é um retrocesso para a indústria de games.”

O diretor-geral na BAYZ, Gui Barbosa, alegou que a decisão não considera parte das motivações da comunidade e que essa inciativa prejudicará os projetos dos criadores em questãone. “Em contrapartida, iniciativas de blockchain como The Sandbox, reforçam o importante papel da descentralização, além de oferecer maneiras únicas para criadores e desenvolvedores inovarem e criarem experiências em que a comunidade assume a liderança em relação à propriedade.”

NFTs geram escassez e, consequentemente, estímulo, não exclusão. Um jogo como Minecraft, onde existem infinitas possibilidades de criação, geraria mais incentivo para seus usuários expressarem e monetizarem sua arte na forma de gameplay. Mas reparem que eles não fecham as portas para a tecnologia, isso é momentâneo. Acredito que perceberam que é algo inevitável e que a qualquer momento terão que adotar essa tecnologia, será só uma questão de estudo e aprimoramento da empresa”, afirma Jhoniker Braulio, CEO da First Phoenix , empresa brasileira de desenvolvimento de jogos eletrônicos.

Foto de destaque: Jogo Minecraft (Foto: site do minecraft)