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Diretor da Anvisa reforça a importância de contenção à Covid-19 após a nova variante Ômicron chegar ao Brasil

01 Dez 2021 - 16h30 | Atulizado em 01 Dez 2021 - 16h30
Diretor da Anvisa reforça a importância de contenção à Covid-19 após a nova variante Ômicron chegar ao Brasil

A confirmação de dois casos da nova variante do Ômicron no Brasil levou o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Campos, a defender medidas de contenção ao vírus da covid-19, nesta terça-feira (30). O alerta feito pelo diretor também teve consiste na exigência de vacinas de quem entra no Brasil. 

"Não existem medidas infalíveis, digo heróicas, nessa luta. O grande esforço é pela contenção. Temos que continuar em vigilância nas fronteiras, por exemplo, e exigir vacinas para quem entra no país. A demora do governo para adotar as medidas enfraquece o esforço empreendido. Por sua vez, as medidas não farmacológicas devem persistir, especialmente o uso de máscaras e evitar aglomerações. Falar em carnaval é precipitado. Evitar grandes eventos, recomendável", argumentou o diretor. 

"Reitero a importância das vacinas como instrumento importante no contexto das fronteiras. Quando digo que não há medida infalível, quero dizer que as medidas devem ser adotadas conjuntamente. Por exemplo: no aéreo, a necessidade do teste RT PCR negativo, a declaração de saúde do viajante e o certificado de vacina. Todos juntos são úteis. A Anvisa não quer fronteira fechada. Queremos fronteiras abertas com segurança sanitária", disse. 

Em um contexto no qual o presidente Jair Bolsonaro ignora a exigência de vacina para viajantes que entram no Brasil, o diretor Alex Campos demonstra favorecimento à medida.

"A vacina não contém totalmente a transmissão, mas ajuda na contenção da transmissão. Por sua vez, combate as internações e evita o óbito", afirmou Campos.


Frasco de vacina contra covid-19 é segurado por profissional da saúde. Eficácia se tornou questionada por especialistas com o sugimento da Ômicron, não há comum acordo. (Foto: REUTERS/ Eduardo Munoz)


A Ômicron já é disseminada em diversos países, e até o momento não configurou uma proteção unânime entre os cientistas, o que pode dificultar para a contenção do vírus, fator defendido por Alex Campos. 

O presidente executivo da farmacêutica Moderna, Stéphane Bancel, proferiu que as vacinas não são capazes de proteger a infecção da nova variante, quando comparada com outras surgidas, o que provoca uma nova preocupação em relação à trajetória da pandemia.

"Não existe um mundo, acho, onde a eficácia é do mesmo nível que tivemos contra a delta", disse Stéphane, em uma entrevista ao jornal Financial Times. "Acho que será uma queda palpável. Só não sei o quanto, porque precisamos esperar pelos dados. Mas todos os cientistas com os quais converso dizem coisas do tipo 'isto não será nada bom'."

Apesar da falta de informações sobre a gravidade da Ômicron, o temor está presente, e já culmina em atrasos para planos de reabertura econômica e a volta de viagens que rompem fronteiras.

Já um epidemiologista sul-africano, o professor Salim Abdool Karim, considerado um dos maiores especialistas em doenças infecciosas da África do Sul, disse nesta segunda-feira (29), que a "proteção das vacinas provavelmente permanecerá forte", no entanto, será mais transmissível.

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"Com base no que sabemos e como as outras variantes reagiram à imunidade da vacina, podemos esperar que ainda veremos alta eficácia para a hospitalização e doença grave, e que a proteção das vacinas provavelmente permanecerá forte", disse Abool Karim em uma entrevista coletiva 

Foto em destaque: Reprodução/IciakPhotos/Envato Elements