Saúde e Bem Estar

Dr. André Miolo esclarece mitos e verdades sobre a cirurgia plástica

25 Mar 2022 - 13h14 | Atulizado em 25 Mar 2022 - 13h14
Dr. André Miolo esclarece mitos e verdades sobre a cirurgia plástica

O Brasil é hoje o numero 1 do mundo em realização de cirurgias plásticas, atingindo a incrível marca de mais de um milhão e meio de operações realizadas por ano. Contudo, além da escolha do procedimento cirúrgico, é preciso estar bem informado quanto aos resultados oferecidos por cada um, para não gerar expectativas irreais ou buscar buscam resultados, muitas vezes, incompatíveis com seus corpos.

O Dr. André Miolo (CRM 42151), cirurgião plástico membro especialista e titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) referência nacional em mastopexia, revela que não vale tudo quando o assunto é cirurgia plástica. “Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), cerca de 30% dos pacientes são rejeitados pelos cirurgiões plásticos por não terem expectativas reais. Por isso, é importante ser franco sobre hábitos de vida e tempo de recuperação, para que o paciente possa se planejar para a cirurgia e escolher o melhor procedimento para cada caso”, afirma.


Dr. André Miolo, cirurgião plástico (Foto: Reprodução/Divulgação)


Por isso, o Dr. André Miolo traz alguns os mitos e verdades da cirurgia plástica, para conscientizar e ajudar você a escolher com mais segurança e assertividade. Confira:

Qualquer pessoa pode fazer uma cirurgia plástica

Mito. Para realizar uma cirurgia plástica é necessário que a pessoa esteja bem física e psicologicamente. Por exemplo, doenças como diabetes, hipertensão arterial e colesterol alto precisam estar controladas. O médico responsável pela cirurgia precisa avaliar o quadro do paciente, indicando ou não a realização do procedimento.

A cicatrização é mais difícil para fumantes

Verdade. As substâncias presentes no cigarro alteram o funcionamento do corpo ocasionando maior dificuldade de cicatrização. Isso acontece, pois ao fumar a oxigenação que as células recebem pelo sangue diminui, dificultando a recuperação pós cirurgia. Além disso, existem outros riscos, como aumento do risco de trombose venosa, embolia e problemas no pulmão e coração.

A gordura aspirada durante a lipo não volta mais

Parcialmente verdade. Células adiposas (gordura), quando retiradas, não voltam a se formar, mantendo o volume conquistado pelo procedimento. Entretanto, outras células permanecem na região e caso haja ganho de peso o volume pode aumentar. Por isso é importante manter uma alimentação saudável aliada a prática de exercícios físicos.

É necessário trocar próteses de silicone a cada dez anos

Mito. Os atuais fabricantes de próteses de silicone dão um prazo de cerca de 20 anos para a troca e, em alguns casos, prazo indeterminado. A informação de que a troca é necessária a cada década se disseminou nos anos 80 e 90, pois havia essa necessidade devido a tecnologia utilizada na fabricação das próteses. O recomendado é que os pacientes acompanhem a evolução com seu médico para realizar uma avaliação.

Mulheres com próteses de silicone não podem amamentar

Mito. Como a prótese é colocada atrás da glândula mamária, a mulher não perde a capacidade de aleitar e não há risco na amamentação. Somente se a prótese for muito maior que a indicada para a paciente pode haver complicações.


Dr. André Miolo, cirurgião plástico (Foto: Reprodução/Divulgação)


Lipoaspiração emagrece

Mito. A cirurgia de lipoaspiração retira a gordura do local operado, mas não elimina o peso. A vantagem é que o local lipoaspirado geralmente não acumula mais gordura, isso se a paciente mantiver o peso e os hábitos saudáveis de vida. As pacientes precisam estar cientes que engordar ou emagrecer muito antes de uma cirurgia plástica pode afetar o resultado final. Não devem ser realizadas cirurgias estéticas em pacientes com IMC acima de 30.

Lipoaspiração combate a flacidez

Parcialmente verdade. A cirurgia em si trata apenas a gordura localizada. Contudo, com uma tecnologia de radiofrequência e plasma aplicada ao final da lipoaspiração, o equipamento promove retração do tecido, no plano da pele e subcutâneo, e oferece um pós-operatório mais tranquilo, menos doloroso e até 80% de retração da pele flácida.

 

Foto destaque: Dr. André Miolo. Reprodução/Divulgação