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Elon Musk x Twitter: Com a intenção de ‘barrar’ a aquisição, conselho da rede social adota “pílula do veneno”

16 Abr 2022 - 21h40 | Atulizado em 16 Abr 2022 - 21h40
Elon Musk x Twitter: Com a intenção de ‘barrar’ a aquisição, conselho da rede social adota “pílula do veneno”

Empresário bilionário tentou comprar o restante das ações da companhia na quinta (14), com oferta de U$$43 bilhões de dólares e fechar seu capital. Membros do conselho aprovaram um plano de direitos dos acionistas de forma unânime.

Anunciado nesta última sexta-feira (15), o Twitter decidiu adotar um plano de direitos dos acionistas, conhecido como “poison pill” (ou pírula de veneno, na tradução literal), em resposta à oferta dos quase U$$44 bilhões (R$202,1 bilhões de reais) do CEO Elon Musk.


Foto/Reprodução: PixaBay


Tal medida é uma manobra para evitar uma eventual aquisição hostil pelo magnata que ocupa o primeiro lugar no ranking da Forbes. O plano foi votado de forma unânime pelo conselho. Recurso comum utilizado por empresas de capital aberto para afastar aquisições hostis por meio da diluição de ações. Vigente até 14 de abril de 2023, o plano é “semelhante a outros planos adotados por companhias abertas em circunstâncias semelhantes”

Fica evidente a preparação do Twitter para resistir a qualquer aquisição não desejada, um dia após de o bilionário da Tesla, fazer uma oferta não solicitada de U$$43 bilhões para comprar a mídia social e fechar seu capital.  Vale lembrar que Musk já detém 9% das ações da empresa - a compra ocorreu recentemente, no início de abril.

Afirmado pelo conselho, a ‘pílula do veneno’ não impediria  a empresa de aceitar ofertas futuras de aquisição, desde que dentro dos moldes de interesse  do Twitter e seus acionistas.

Em um comunicado à imprensa, a empresa disse que “o plano de direitos reduzirá a probabilidade de que qualquer entidade, pessoa ou grupo ganhe o controle do Twitter por meio do acúmulo de ações no mercado aberto sem que seja pago um prêmio pelo controle [da companhia] a todos os acionistas, ou sem que o conselho tenha tempo suficiente para fazer avaliações e tomar decisões que sejam no melhor interesse dos acionistas”.

Foto Destaque/Reprodução: Pixabay

 

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