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Em busca de asteroide maior que a economia global, Nasa lança espaçonave

18 Abr 2022 - 17h26 | Atulizado em 18 Abr 2022 - 17h26
Em busca de asteroide maior que a economia global, Nasa lança espaçonave

Depois da descoberta do asteroide nomeado de “16 Psyche”, a Nasa começou a exibir a sua mais nova espaçonave para a mídia. Intitulado de Psyche, a espaçonave está prestes a ser transportada para a Flórida, para ser lançada ao espaço no mês de agosto, em uma missão para explorar o, possivelmente, asteroide mais valioso já visto na história.

O alvo da espaçonave é chamado de “16 Psyche” pelo fato de ter sido o 16º asteroide descoberto, que ocorreu 1852 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis. Os cientistas suspeitam que o asteroide seja composto em grande parte por metal, pelo fato de ser o mais brilhante e reflexivo de todos os asteroides.


Nasa lançará espaçonave em agosto de 2022 para analisar composição do asteroide 16 Psyche (Foto:Reprodução/OGlobo)


O asteroide pode valer cerca de US$ 10 quintilhões (R$52,3 quintilhões), esse valor é quase um milhão de vezes maior que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, que foi de R$ 7,4 trilhões, segundo o IBGE. O Psyche mede cerca de 226 km de largura e orbita o sol no cinturão de asteroides entra Júpiter e Marte.

Uma equipe da Universidade de Tecnologia da California, em Pasadena, criou um mapa da temperatura de Psyche para poder ajudar na missão de reconhecimento do asteroide. Acredita-se que o Psyche possa ter sido criado a partir do núcleo de um antigo planeta.

Se for considerado remanescente de um planeta antigo, o 16 Psyche será considerado um dos blocos de construção dos planetas rochosos do Sistema Solar. Isso daria uma oportunidade única de estudar como planetas, incluindo a própria Terra, se formaram, segundo cientistas.

A espaçonave Psyche é do tamanho de uma van e será lançada ao espaço do Centro Espacial Kennedy, em agosto de 2022 e orbitará no asteroide por 21 meses para investigar a sua composição.

Foto destaque: Asteroide 16 Psyche Reprodução/UOL

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