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Em carta aberta nas redes socias, a atriz Klara Castanho revela ter engravidado após sofrer abuso sexual

25 Jun 2022 - 21h49 | Atulizado em 25 Jun 2022 - 21h49
Em carta aberta nas redes socias, a atriz Klara Castanho revela ter engravidado após sofrer abuso sexual

Em um relato emocionante, a atriz Klara Castanho fez uma carta aberta comunicando em sua página no Instagram, que foi vítima de um abuso sexual e que ficou grávida após a agressão.

No início da postagem ela conta ser o relato mais difícil que já fez, e continua dizendo que “Pensei em levar essa dor e esse peso somente comigo”. Klara sempre foi reservada quando se trata de sua vida pessoal, mas ela sentiu que precisava falar esse triste acontecimento de sua vida. Ela continua dizendo que relembrar esse fato traz a sensação de morte, pois algo morreu dentro da atriz.

Ela continua dizendo que não fez o boletim de ocorrência pois tinha muita vergonha e se sentia culpada pelo o que aconteceu, e continuou vivendo a sua vida profissional normalmente, porém ela passou a não confiar mais nas pessoas e obteve problemas em dormir. Ela diz que apenas quem sabia do que tinha acontecido com ela era a família.

Ainda no relato ela conta que após alguns meses do ocorrido, passou e os médicos que a atenderam disseram que poderia ser uma gastrite ou um hérnia, quando levaram ela para fazer uma tomografia, o procedimento foi interrompido pois descobriram que ela estava grávida, perto do fim do período gestacional. Ela foi comunicada do gravidez, e segundo Klara ela foi obrigada a ouvir o coração do feto e que o médico disse que ela teria que amar a criança, fruto de uma violência.



"E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de violências que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana", contou.

Ela continua dizendo que no dia que o bebê nasceu, ainda anestesiada do pós-parto, as enfermeiras fizeram perguntas e ameaçando contar para a imprensa que a atriz havia tido um bebê. Ela conta que estava dentro de um hospital, um local onde deveria estar sendo protegida e acolhida: "Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente para me acolher e proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. Eu não tive tempo de processar tudo aquilo que estava vivendo, de entender, tamanha era a dor que eu estava sentindo. Eu conversei com ele, expliquei tudo o que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar.”. Segundo a atriz ela recebeu mais uma mensagem de um outro colunista, e conversou com ele sobre o oque aconteceu, e diz que por eles saberem do que aconteceu com a atriz prova que o hospital e os profissionais de saúde que à atenderam não foram éticos em manter sigilo, pois ela estava em um momento de vulnerabilidade.

A atriz conta que depois de recuperada do hospital procurou uma advogada para dar entrada no processo de entrega de adoção direta da criança, pois ela não tem condições emocionais para poder dar amor e carinho que a criança merece, e que por isso resolveu colocar a criança para a adoção, para que ela encontre uma família amorosa, longe das lembranças traumáticas.

Famosos como Maisa, Bic Müller e Bruna Gonçalves, se solidarizaram com a atriz e a sua atitude.



Klara Castanho continua dizendo em sua carta aberta que está sendo amparada por sua família e cuidando de sua saúde mental. Ela diz que a história dela vindo à publico possa mostrar as mulheres e meninas a não se sentirem culpadas quando esse tipo de ato violento acontece. E finaliza dizendo que entregar uma criança para a adoção não é crime, mas sim um ato de carinho; e que vai tentar reconstruir a vida dela, e pede para que todos possam compreendê-la nesse momento.

 

Foto destaque: Klara Castanho. Reprodução/Instagram