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Envelhecimento da frota de carros é acelerada durante a pandemia no Brasil

16 Mai 2022 - 13h34 | Atulizado em 16 Mai 2022 - 13h34
Envelhecimento da frota de carros é acelerada durante a pandemia no Brasil

Enquanto outros paises no mundo buscam reduzir a emissão de poluentes nos meios de transportes, a frota brasileira de veículos automotores envelheceu ainda mais. Muitos ainda oferecem incentivos para a aquisição de carros eleétricos, a frota no Brasil é omposta por modelos a combustão, que geram mais poluição, causam mais acidentes e engarrafamentos. Os dados fotram obtidos atrvés do estudo anual feito há mais de duas décadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O envelhecimento da frota acelerou nos últimos anos de pandemia, que dificultou a compra de carros novos, seja através dos preços mais elevados ou pela escassez de itens para a produção.


Carros na Avenida Presidente Vargas (Reprodução/O Globo)


Cerca de 23,5% dos carros que rodam pelo País têm cinco anos de uso, classificados como seminovos. Dez anos atrás, essa fatia correspondia a 43,1%. Carros mais antigos, acima de 16 anos de operação, passaram de 18,8% para 19,4%, intermediários, de seis a 15 anos, foram de 38,1%, em 2012, para 57,1%. 

Um veículo de 2012, poluía cerca de 50% mais do que um atual. Além disso, carros atuais são é 22% mais eficiente, de acordo com Raquel Mizoe, diretora de Emissões de Veículos Leves da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Os resultados da pesquisa mostram que a frota é a mais velha em 26 anos. Somando comerciais leves, caminhões e ônibus, a frota chega a 46,6 milhões de veículos com idade média de 10,3 anos, também a mais alta desde 1994.

O diretor de Economia do Sindipeças, George Rugitsky afirma “Desde 2013, a frota brasileira vem envelhecendo porque não estamos conseguindo uma renovação com carros novos que compense a obsolescência existente”. A pandemia levou a um sucateamento maior da frota brasileira, a situação que, em dimensões diferentes, também é refletido globalmente, “no caso do Brasil, essa desorganização mundial da cadeia de abastecimento vem alinhada ao que ocorre na economia local”.

Rugitsky defende programas governamentais de renovação da frota para uma modernização mais acelerada. Do contrário as expectativas para este ano e o próximo são de continuidade do sucateamento “Os veículos antigos, em geral, estão poluindo bastante, além de serem responsáveis por aumento de trânsito, acidentes e gastos com saúde”, afirma Rugitsky.

O cálculo do Sindipeças não leva em consideração a taxa de carros ser possibilidade de reparo, o que diferencia seus números divulgados pelo Denatran, que considera todos os carros com registros, independentemente de não estarem circulando.

O estudo serve para avaliar o potencial de mercado para fabricantes de peças de reposição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Foto destaque: engarramento na avenida Presidente Vargas Reprodrução/O Globo