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Frei investigado por atropelamento perseguiu o suspeito de furto por 1,4km

11 Mai 2022 - 19h06 | Atulizado em 11 Mai 2022 - 19h06
Frei investigado por atropelamento perseguiu o suspeito de furto por 1,4km

Foram localizadas novas imagens das câmeras de segurança que mostram o padre acusado de atropelar um suspeito de roubo na Igreja São Sebastião. De acordo com as filmagens, a perseguição ocorreu por pelo menos 1,4 quilômetros. O atropelamento aconteceu no último sábado (7), na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Segundo a polícia, o padre se encontra com  CNH vencida. 

Nas imagens, é possível ver claramente que o religioso, frei Gustavo Trindade dos Santos, de 37 anos, atropela Ângelo Marcos dos Santos Nogueira, de 40 anos, e sai sem prestar socorro ao suspeito. 

O carro utilizado no atropelamento foi localizado pelas autoridades locais e encaminhado para a perícia. De acordo com o boletim de ocorrência, a localização do automóvel foi informada pelos advogados do frei Gustavo. 

O carro, pertencente à diocese da cidade de Ourinhos (SP), se encontrava no estacionamento do Colégio Dominicano, localizado nas dependências do Santuário Nossa Senhora de Fátima. O veículo ainda está apreendido.


Frei Gustavo, acusado pelo atropelamento (Foto; Reprodução/Istoé)


 Em nota, a diocese conta que frei Gustavo segue afastado das suas funções religiosas e está disponível para cooperar com a Justiça. 

Três advogados estão representando o frei e procuraram a polícia na última segunda-feira (9), mas não informaram nada sobre a sua localização neste momento. 

Além do atropelamento, a polícia segue investigando o caso de roubo na paróquia, que ocasionou a situação do acidente. Ângelo, o acusado, foi preso em flagrante e passará por um audiência de custódia após receber alta do hospital. As autoridades também investigam se foi ele quem realizou furtos anteriores dentro da paróquia. 

Na última terça-feira (10) a Justiça negou o pedido de prisão preventiva contra o frei Gustavo. Mesmo com a gravidade no acontecido, o juiz Pedro de Castro e Sousa entende que ele não oferece riscos à sociedade, argumentou a autoridade.  

O caso segue sendo investigado como omissão de socorro e tentativa de homicídio, pois o padre fugiu sem prestar socorro.  

 

Foto destaque: Imagens do momento do atropelamento. Reprodução/G1

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