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Índia: Ondas de calor afeta futuro do trabalho ao ar livre

30 Jul 2022 - 09h36 | Atulizado em 30 Jul 2022 - 09h36
Índia: Ondas de calor afeta futuro do trabalho ao ar livre

De acordo com o relatório apresentado pelo  governo Indiano contendo dados da onda de calor de temperaturas extremas que terminou recentemente no país. 

Foram 203 dias de altas temperaturas ,com o termômetro de Nova Délhi chegando a 49 graus Celsius. Segundo o site rfi, caso o aquecimento global faça a temperatura subir mais 2° C não será impossível  trabalhar ao ar livre em parte do país. Foi o verão mais quente já registrado, com um número recorde de dias com temperaturas extremas.

As projeções monstram que o país será um dos mais atingidos pelo aquecimento global.  Para chegar a esta conclusão o governo indiano somou os diferentes dias extremos vividos em cerca de 20 regiões, de modo que pode haver multiplas ocorrências de onda de calor no mesmo dia.  O Estado de Rajasthan ou Punjab ao norte do país fronteira com Paquistão, foram os mais atingidos, com cerca de 25 dias de temperaturas extremas em quatro meses, seis vezes mais do que em 2021.

Historicamente as ondas de calor são comuns na Índia, especialmente em maio e junho, o verão começou com temperaturas elevadas a partir de março, quando a primeira ameaça atingiu o país e as médias de temperaturas foram as mais altas em 122 anos.


Onda de calor na Índia: Altas temperaturas prejudicam o trabalho ao ar livre Foto: (Reprodução/Google)


A preocupação com as ondas de calor é mundial segundo a Organização Internacional do Trabalho prevê que, até 2030, ondas de calor poderão reduzir número de horas trabalhadas  globalmente em mais de 2%.

Para responder emergências como essa, o governo indiano criou um plano de ação nacional de Saúde, que está demorando para ser implementado. Em termos de adaptação, a tarefa é difícil: as autoridades têm que administrar a rápida migração urbana. Isto está sendo feito através da construção rápida de torres de concreto, que prendem o calor e, portanto, são equipadas com ar condicionado - mas estas máquinas liberam o calor para a cidade.

Os migrantes mais pobres, por outro lado, instalam-se em favelas, em habitações mal ventiladas, e são as primeiras vítimas dessas ondas de calor.

Foto destaque: Onda de calor arruina colheitas na Índia (Reprodução/Site:Climainfo)